Cidades

Sistema do Detran identifica quase 300 veículos com placas irregulares em dois meses

Por Estado do Pará Online
18/06/2026 às 10:25 • 3 min

O sistema de videomonitoramento do Departamento de Trânsito do Estado do Pará (Detran) identificou 292 veículos circulando com placas irregulares entre os meses de maio e junho deste ano. Os flagrantes foram registrados nas rodovias estaduais monitoradas pelo órgão e fazem parte das ações da Central de Operações Viárias – Sentinela, criada para reforçar a fiscalização e auxiliar no combate a crimes de trânsito.

Segundo o diretor técnico-operacional do Detran, Bento Gouveia, sempre que o sistema detecta indícios de irregularidade, um alerta é enviado em tempo real às forças de segurança e às equipes que atuam nas rodovias.

“Quando as câmeras do sistema Sentinela identificam indícios de irregularidade nas placas, um alerta em tempo real é emitido às forças de segurança pública e aos agentes nas rodovias. Após a abordagem presencial e a confirmação da fraude, o veículo e o condutor são encaminhados à autoridade policial para os procedimentos legais”, explicou.

Além das chamadas “placas frias”, o sistema também tem identificado casos de clonagem de placas. Em apenas 16 dias, foram registrados seis flagrantes desse tipo. Em um dos casos, um veículo com a mesma cor, modelo e placa foi identificado circulando simultaneamente nos municípios de Salinópolis e Vigia. Em outra ocorrência, um carro e uma motocicleta utilizavam a mesma placa e passaram mais de 200 vezes pelo mesmo trecho monitorado.

De acordo com o Detran, os municípios de Vigia, Ananindeua, Santa Bárbara, Marituba e Bragança concentram o maior número de ocorrências envolvendo placas frias e clonadas.

O órgão explica que a placa fria ocorre quando os caracteres da placa são adulterados para identificar outro veículo. Já a placa clonada é uma cópia integral da identificação original, utilizada em outro veículo de mesmo modelo e características.

A prática é considerada crime previsto no Código de Trânsito Brasileiro (CTB), com pena de três a seis anos de reclusão, além de multa e retenção do veículo. Conforme o Detran, esse tipo de fraude costuma ser utilizado para dificultar a identificação de veículos empregados em atividades criminosas.

Ainda segundo Bento Gouveia, proprietários de veículos clonados normalmente descobrem a fraude ao receber notificações de infrações cometidas em locais por onde nunca passaram.

Nesses casos, a orientação é registrar um boletim de ocorrência na Polícia Civil e procurar uma unidade do Detran com os documentos pessoais, do veículo e as notificações recebidas. O órgão abrirá um processo administrativo para apurar a situação e, caso a fraude seja confirmada, adotará as medidas necessárias para resguardar os direitos do proprietário e auxiliar na identificação do veículo infrator.

Atualmente, o Detran conta com 178 equipamentos de videomonitoramento em operação. Entre 17 de maio e 15 de junho, a Central de Operações Viárias registrou mais de 900 irregularidades de trânsito, incluindo licenciamento vencido, condutores sem capacete, veículos com registro de roubo ou furto e circulação na contramão.

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