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Saiba tudo sobre o caso da jovem de 21 anos morta em salto de rope jump

Por Estado do Pará Online
14/06/2026 às 10:33 • 4 min

Uma falha grave nos procedimentos de segurança resultou na morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, na manhã deste sábado (13). A vítima despencou de uma altura de 40 metros na Ponte do Esqueleto, localizada na divisa entre Limeira e Cordeirópolis, no interior paulista.

​O resgate foi acionado imediatamente por testemunhas que estavam no local do acidente. As equipes de emergência médica, no entanto, apenas puderam constatar o óbito da jovem devido ao forte impacto da queda.

​Detalhes do acidente e prisões

​Registros em vídeo feitos por testemunhas mostram o exato momento em que a jovem foi lançada da plataforma sem que os equipamentos de proteção estivessem conectados ao seu corpo. Profissionais do Samu e do Corpo de Bombeiros constataram o óbito ainda no local, enquanto a corda principal permaneceu caída no chão da estrutura.

​A gravação capturou os gritos de desespero das pessoas logo após a jovem ser impulsionada para o vazio. A Polícia Civil agiu rapidamente e prendeu em flagrante seis pessoas homens que atuavam na organização do evento, mas apenas três permaneceram presas, Luis Felipe Feliciano Egoroff, de 32 anos; Vitor de Freitas Gonçalves, de 27 anos; e Maicon Fernandes Cintra, de 42 anos.

​Perfil da vítima e prática do Rope Jump

​Natural de Jandira (SP), Maria Eduarda era formada em educação física e gestão esportiva, acumulando publicações nas redes sociais sobre sua paixão por atividades na natureza. O esporte em questão difere do bungee jump tradicional por funcionar como um pêndulo humano através de cabos dinâmicos, exigindo protocolos rígidos de dupla checagem.

​Poucas horas antes da tragédia, a jovem chegou a postar fotos brincando sobre a coragem necessária para realizar o salto na ponte. Seus perfis na internet destacavam o apreço constante pela prática de esportes radicais ao ar livre.

​Responsabilidade e falha técnica

A atividade de risco era coordenada por Luis Felipe; Vitor de Freitas, e Maicon Fernandes, vinculados aos grupos informais “Entre Cordas” e “Ih Voei”, os quais operavam sem nenhuma licença oficial no local. Relatos de clientes indicam que os organizadores ignoraram totalmente a vistoria obrigatória dos cabos antes de autorizarem o salto da jovem.

​A corda que deveria segurar a vítima ficou completamente enrolada na plataforma de madeira por esquecimento da equipe. Outros participantes que aguardavam na fila confirmaram que os instrutores não revisaram os nós de segurança.

​Encaminhamentos judiciais

Os três responsáveis foram presos em flagrante e responderão por homicídio com dolo eventual, visto que a negligência na verificação assumiu o risco direto pelo resultado. A defesa dos acusados alegou que o ocorrido se tratou de uma fatalidade, argumentando que os clientes possuem histórico de atuação sem incidentes prévios.

​Em depoimento à delegada, os detidos demonstraram desorientação e alegaram não lembrar de quem era a função específica de checar os cabos. O inquérito policial seguirá ouvindo novas testemunhas nos próximos dias para concluir o relatório que será enviado à Justiça.

​Situação do local

​A área da antiga ferrovia federal onde ocorreu o acidente teve sua transferência patrimonial concluída recentemente para a Secretaria do Patrimônio da União (SPU). Cerca de 100 participantes acompanhavam o evento clandestino no momento da queda, e as autoridades agora realizam perícias complementares para formalizar a denúncia.

​O Ministério da Gestão informou que o trecho desativado pertencia à extinta Rede Ferroviária Federal e ficava em meio a propriedades particulares. Órgãos federais se colocaram à disposição da Polícia Civil para fornecer documentos que ajudem a esclarecer a situação da estrutura.

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