Uma professora foi presa em flagrante na tarde desta terça-feira (3), no município de Ponta de Pedras, no arquipélago do Marajó, suspeita de praticar estelionato por meio do chamado “golpe do falso Pix”. A prisão foi realizada pela Polícia Civil do Pará com apoio da Polícia Militar.
De acordo com as investigações, a suspeita, identificada como Adriana Barbosa, teria utilizado comprovantes falsos de transferências bancárias para realizar compras em uma farmácia da cidade sem efetuar os pagamentos.
O caso veio à tona após a proprietária da Farmácia D’Castro procurar a Delegacia de Polícia Civil de Ponta de Pedras e denunciar que havia sido vítima da fraude. Segundo o relato, a mulher realizava pedidos por meio do WhatsApp e enviava comprovantes de Pix aparentemente regulares, o que levava o estabelecimento a acreditar que os pagamentos haviam sido concluídos e, consequentemente, liberar os produtos adquiridos.
As investigações apontam que, no dia 2 de junho, foram realizadas duas compras, nos valores de R$ 104,50 e R$ 225. Já no dia seguinte, a suspeita teria feito um novo pedido no valor de R$ 357,25, utilizando o mesmo procedimento.
Ao conferir o extrato bancário da empresa, a comerciante percebeu que nenhum dos valores havia sido efetivamente creditado na conta da farmácia, constatando que os comprovantes enviados não correspondiam a transações concluídas.
Após a denúncia, equipes da Polícia Civil e da Polícia Militar localizaram a suspeita e a conduziram à delegacia para prestar esclarecimentos.
Segundo a polícia, durante o depoimento, a mulher não apresentou extratos bancários, comprovantes válidos ou qualquer outro documento que comprovasse a realização das transferências informadas à empresa.
Ainda conforme a investigação, o nome utilizado nos comprovantes era o mesmo da suspeita, e as compras teriam sido realizadas em sequência e em curto intervalo de tempo, fatores que reforçaram os indícios da prática criminosa.
Diante dos elementos reunidos, a Polícia Civil ratificou a prisão em flagrante pelo crime de estelionato mediante fraude eletrônica. Após os procedimentos legais, a suspeita permaneceu à disposição da Justiça.
O caso segue sob investigação da Delegacia de Polícia Civil de Ponta de Pedras.
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