Peritos reforçam tese de agressões no caso Henry Borel durante julgamento - Estado do Pará Online

Peritos reforçam tese de agressões no caso Henry Borel durante julgamento

Legistas ouvidos pelo júri afirmaram que ferimentos foram provocados antes da morte; sessão teve momento de tensão após mal-estar de Monique Medeiros

Imagem: Brunno Dantas/TJRJ

O julgamento pela morte de Henry Borel ganhou novos desdobramentos nesta sexta-feira (29), com os depoimentos de médicos-legistas que participaram das perícias realizadas no caso. Os especialistas defenderam que os ferimentos identificados no corpo do menino não foram resultado de um acidente doméstico e sustentaram que as lesões ocorreram antes da morte da criança.

Um dos peritos ouvidos pelo Tribunal do Júri explicou aos jurados que os exames apontaram diversas lesões produzidas ainda em vida. Segundo ele, apenas parte das marcas observadas posteriormente pode ser associada aos procedimentos médicos realizados durante as tentativas de reanimação.

O especialista também contestou a hipótese apresentada pela defesa de que alguns dos ferimentos teriam sido causados pelas manobras de ressuscitação. Para o legista, os laudos periciais indicam que as lesões mais graves já estavam presentes antes da chegada da criança ao hospital.

Durante a apresentação dos laudos e das imagens periciais aos jurados, a sessão registrou um momento de tensão. Monique Medeiros, mãe de Henry e uma das rés do processo, passou mal enquanto acompanhava a exibição das fotografias e precisou receber atendimento médico. Após ser medicada pela equipe de saúde do tribunal, ela foi dispensada do restante da sessão.

Segundo legista aponta múltiplos traumas

Outro médico-legista chamado para depor afirmou que os exames identificaram sinais de traumas em diferentes regiões do corpo de Henry, incluindo a cabeça, o tórax e o abdômen.

Segundo elo, os achados periciais apontam a existência de múltiplos impactos sofridos pela criança. Ele também afirmou que, de acordo com sua avaliação técnica, Henry já estava sem vida quando chegou à unidade hospitalar.

O julgamento segue nos próximos dias com a oitiva de novas testemunhas e a apresentação dos argumentos da acusação e da defesa. Jairinho e Monique Medeiros respondem ao processo relacionado à morte do menino, ocorrida em março de 2021, em um apartamento na Barra da Tijuca, onde a criança de apenas quatro anos faleceu sob custódia do casal. Laudos do Instituto Médico Legal apontaram que o menino apresentava 23 lesões pelo corpo, indicando morte por hemorragia interna e laceração no fígado.

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