A influenciadora digital Deolane Bezerra voltou ao centro das investigações policiais após ser mencionada em uma denúncia relacionada a um suposto atentado contra o senador Flávio Bolsonaro. O caso ganhou repercussão após a Polícia Legislativa do Senado Federal registrar um boletim de ocorrência com base em declarações feitas pelo funkeiro MC Misa.
Segundo as informações divulgadas, o artista afirmou durante entrevista ao canal Frank Clips que existiria um suposto plano envolvendo integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC), agentes políticos e Deolane. Até o momento, porém, não foram apresentados documentos, provas ou evidências públicas que confirmem as acusações.
A denúncia foi formalizada na quinta-feira (28), mesma data em que Flávio Bolsonaro retornou ao Brasil após compromissos nos Estados Unidos.
Investigação envolvendo o PCC
Deolane já está presa preventivamente desde o último dia 21 de maio. Ela é investigada por suspeita de envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro supostamente ligado ao PCC. As apurações também apontam uma possível ligação da influenciadora com familiares de Marcos Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, apontado pelas autoridades como liderança da facção criminosa.
Apesar da nova denúncia, não há confirmação oficial de que Deolane seja alvo formal de investigação relacionada ao suposto plano contra o senador.
PCC e Comando Vermelho entram em lista dos EUA
O caso ganhou ainda mais repercussão após o governo dos Estados Unidos anunciar a inclusão do PCC e do Comando Vermelho (CV) em listas de organizações classificadas como terroristas. Segundo autoridades norte-americanas, as facções representam ameaça à segurança regional e estão entre os grupos criminosos mais violentos da América Latina.
A eventual abertura de uma investigação sobre um possível atentado contra um senador da República pode ampliar a gravidade das apurações envolvendo pessoas ligadas ao entorno da influenciadora.
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