Pai de criança autista denuncia agressão após reclamar de barulho em igreja - Estado do Pará Online

Pai de criança autista denuncia agressão após reclamar de barulho em igreja

Vítima afirma que já havia registrado 17 denúncias contra o volume do som; caso é investigado pela Polícia Civil

Morador precisou de atendimento médico após levar socos em frente a igreja evangélica. (Foto: reprodução)

Um morador de Balneário Camboriú denunciou ter sido agredido por um guarda municipal após reclamar do som alto vindo de uma igreja evangélica da cidade. O caso está sendo investigado pela Polícia Civil.

A vítima, identificada como Tiago Alves, afirmou conviver há cerca de quatro anos com o problema do barulho excessivo no local. Pai de uma criança autista de 9 anos, ele disse que a situação afeta diretamente o bem-estar do filho e relatou já ter registrado mais de 17 boletins de ocorrência relacionados ao som alto da igreja.

Segundo o relato do morador, a confusão começou após ele tentar conversar sobre o volume do som. Tiago contou que chegou a gravar o início da discussão com o celular, mas o suspeito teria exigido que ele parasse de filmar. Em seguida, conforme relatou, começaram as agressões.

A vítima disse que ficou desacordado após os socos e precisou levar seis pontos na boca. Imagens registradas no local mostram parte da agressão. Depois da repercussão do caso, Tiago publicou nas redes sociais uma foto dos ferimentos e escreveu: “Ainda tentando entender como defender meu filho terminou assim”.

Vítima afirma que ficou desacordada depois de receber socos durante discussão em frente ao templo religioso. (Foto: reprodução)

A Guarda Municipal de Balneário Camboriú confirmou o envolvimento de um servidor no episódio e informou que instaurou um procedimento administrativo para apurar o caso. O agente foi afastado das atividades operacionais e permanece atuando apenas em funções administrativas enquanto as investigações seguem em andamento.

Em nota, a Igreja Assembleia de Deus Missão Avivlista (ADMA) afirmou repudiar qualquer tipo de violência e declarou que o episódio foi um fato isolado, sem relação direta com a instituição religiosa, com o culto realizado ou com os frequentadores da igreja. A entidade também sustenta que o som utilizado durante as celebrações está dentro dos limites permitidos pela legislação.

Com informações do G1*

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