A intensidade de Pedro Henrique dentro de campo virou uma das marcas do meio-campo do Paysandu em 2026. Titular da equipe e recém-negociado com o Flamengo por R$ 3,04 milhões, o volante também chama atenção por outro motivo: os cartões amarelos.
Em apenas 18 partidas na temporada, o camisa 39 já foi advertido 12 vezes. O número elevado, porém, não preocupa o jogador, que vê os cartões como consequência do papel exercido no setor de marcação.
Segundo Pedro Henrique, a prioridade é impedir que o adversário tenha espaço para contra-atacar, mesmo que isso resulte em punições da arbitragem.
“Falar sobre os cartões é uma característica da gente, que é volante. Temos essa característica, conversamos bastante, temos conversado bastante sobre essa situação do cartão.”
O volante explicou que prefere interromper uma jogada perigosa a correr o risco de sofrer um gol.
“Mas é algo que eu sempre falo, eu prefiro matar uma jogada e tomar um cartão do que tomar um contra-ataque lá e tomar um gol.”
O jogador mostrou tranquilidade com a postura mais firme em campo.
“Para mim, como um volante, prefiro matar a jogada e o cartão é consequência do que tu vai apresentar. Matamos ali a jogada para organizar de novo o time, para não correr o risco que corremos no jogo contra o Barra, que se eu chego no cara ali, com certeza eu tomaria outro cartão para evitar o gol.”
Suspensão pode virar problema
A sequência de advertências ganha peso ainda maior às vésperas da decisão da Copa Norte. Pedro Henrique entra pendurado na final contra o Nacional, nesta quinta-feira (28), no Estádio Carlos Zamith.
O volante já soma dois amarelos na competição. Caso seja advertido novamente, ficará fora do primeiro jogo da final da Copa Verde, se o Paysandu confirmar o título regional.
Mesmo convivendo com os cartões, Pedro Henrique segue como uma das peças mais importantes do time de Júnior Rocha. Aos 20 anos, o jogador vive a temporada de destaque e se consolidou como um dos principais nomes do elenco bicolor.
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