O presidente do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto, contradisse publicamente a versão apresentada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL) sobre a visita feita ao banqueiro Daniel Vorcaro após a prisão do empresário.
Durante entrevista à GloboNews, Valdemar afirmou que Flávio procurou o dono do Banco Master para tentar obter o restante dos recursos destinados ao financiamento do filme “Dark Horse”, produção inspirada na trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.
O presidente do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto, contradisse publicamente a versão apresentada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL) sobre a visita feita ao banqueiro Daniel Vorcaro após a prisão do empresário. pic.twitter.com/8Sct7xuHJM
— Portal Estado do Pará Online (@Estadopaonline) May 25, 2026
“Foi visitar depois para ver se conseguia o restante do dinheiro”, declarou o dirigente partidário.
A fala diverge da justificativa dada anteriormente por Flávio Bolsonaro. O senador havia afirmado que o encontro serviu apenas para “colocar um ponto final” na relação com Vorcaro, alegando preocupação com os impactos da investigação sobre o financiamento do longa-metragem.
Apesar disso, Valdemar minimizou o episódio e afirmou não enxergar irregularidade na tentativa de captação privada de recursos para o filme. Segundo ele, o problema existiria apenas caso verbas públicas fossem utilizadas no projeto.
Daniel Vorcaro foi preso inicialmente em novembro de 2025 durante a Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal. As investigações apuram suspeitas de fabricação de carteiras de crédito sem lastro financeiro e movimentações consideradas irregulares envolvendo o Banco Master e o Banco de Brasília.
Após obter habeas corpus, o banqueiro voltou a ser preso em março deste ano, durante nova fase da operação.
O investimento citado por Flávio Bolsonaro envolve a produção do filme “Dark Horse”, que contará a trajetória política de Jair Bolsonaro e tem estreia prevista para setembro de 2026. Segundo reportagens publicadas pela imprensa nacional, Daniel Vorcaro teria prometido investir cerca de US$ 24 milhões no projeto audiovisual.
Mensagens divulgadas pela imprensa apontam que Flávio Bolsonaro teria cobrado o empresário sobre repasses financeiros para a produção, alegando dificuldades no andamento do filme. Os diálogos também indicam reuniões envolvendo integrantes da produção, como o ator Jim Caviezel e o diretor Cyrus Nowrasteh.
Mesmo diante da repercussão, Flávio Bolsonaro segue defendendo o financiamento privado do longa e criticando o uso de recursos públicos em produções culturais ligadas a adversários políticos.
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