Uma ação integrada das forças de segurança resultou na apreensão de 4,9 quilos de cocaína na manhã deste domingo (24). A interceptação ocorreu durante uma fiscalização de rotina na Base Integrada Fluvial Antônio Lemos, em Breves, no Arquipélago do Marajó.
O entorpecente estava escondido no interior da embarcação Ana Beatriz V. O navio de transporte de passageiros e cargas fazia o trajeto interestadual entre Belém (PA) e o município de Santana, no Amapá (AP).
As equipes iniciaram as buscas detalhadas após receberem uma denúncia anônima. A mensagem alertava que uma quantidade indeterminada de substâncias ilícitas estava sendo transportada no navio de forma camuflada.
A localização exata do material contou com o apoio do cão farejador do Batalhão de Ações com Cães (BAC), da Polícia Militar. O animal inspecionou a estrutura e sinalizou a presença do entorpecente em uma sacola plástica.
O pacote estava escondido entre os botes salva-vidas instalados no convés superior do barco. No local, os policiais recolheram quatro tabletes da droga, que foram encaminhados à Polícia Civil para os procedimentos investigativos.
Nenhum passageiro ou tripulante foi identificado como responsável pelo transporte da droga durante a abordagem. As equipes solicitaram as imagens do sistema interno de monitoramento da embarcação para tentar descobrir quem embarcou com a sacola.
A estrutura flutuante é coordenada pela Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup). A iniciativa faz parte das diretrizes do programa federal Brasil Contra o Crime Organizado.
O titular da Segup, Ed-Lin Anselmo, avaliou positivamente o resultado do trabalho interagências nos rios da região marajoara:
“Com o fortalecimento das bases fluviais, ampliamos a presença do Estado em áreas estratégicas e aumentamos nossa capacidade de impedir a circulação de drogas pelos rios paraenses”, afirmou o secretário.
A unidade integrada reúne agentes civis, militares e federais de forma permanente na calha do Rio Amazonas. O objetivo do grupo é coibir crimes como o tráfico de entorpecentes, o comércio ilegal de armas de fogo e a pesca e caça predatórias na Amazônia.
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