'Pegar ebola ou ser atropelado', diz Renan Santos ao descartar apoio a Lula e Flávio - Estado do Pará Online

‘Pegar ebola ou ser atropelado’, diz Renan Santos ao descartar apoio a Lula e Flávio

Durante a 27ª Marcha dos Prefeitos, pré-candidato do partido Missão se posicionou como terceira via e atacou de forma contundente os líderes das pesquisas.

​O pré-candidato à Presidência da República pelo partido Missão, Renan Santos, apresentou-se como alternativa de terceira via durante a 27ª Marcha dos Prefeitos, em Brasília. Na ocasião, o político rejeitou categoricamente o alinhamento com os principais polos da disputa nacional para o pleito de outubro.

​Ao avaliar um eventual segundo turno, o líder do Movimento Brasil Livre (MBL) renegou o apoio tanto a Lula (PT) quanto ao senador Flávio Bolsonaro (PL). O presidenciável declarou que escolher entre os dois adversários seria o mesmo que optar por “pegar ebola ou ser atropelado por uma carreta”.

“O que é pior são quatro anos sem Renan Santos na presidência da República. Isso é o pior. Os outros dois [Lula e Flávio], sinceramente, eu já dei alguns exemplos antes, você prefere pegar ebola ou ser atropelado por uma carreta? Dá uma boa discussão, em ambos os casos você se dá muito mal”, disse.

​Apesar de compartilhar de algumas bandeiras do eleitorado de direita, Santos reforçou que mantém total distanciamento da família Bolsonaro e do Partido dos Trabalhadores. Ele ponderou ainda que rejeita o rótulo de “louco antissistema” por nunca ter apresentado esse perfil em sua trajetória pública.

​No campo socioeconômico, o dirigente partidário manifestou forte oposição ao projeto que propõe a alteração da jornada de trabalho no país. Santos classificou a discussão em torno da PEC da escala 6×1 como uma manobra estritamente eleitoreira e uma “pilantragem” articulada pelo PT.

​A agenda institucional do presidenciável prevê transformações profundas na estrutura do Poder Judiciário caso vença as eleições majoritárias. Os planos ministeriais para a Suprema Corte miram a limitação de poderes e o combate ao que ele considera excessos de seus integrantes.

​Entre as medidas prioritárias, o candidato defende o fim imediato dos despachos isolados proferidos pelos magistrados nos tribunais superiores. Segundo o político, é fundamental restabelecer o equilíbrio entre as instituições e “acabar com os escritórios de advocacia ligados a ministros”.

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