Uma ex-funcionária identificada como Alcinéia usou as redes sociais para denunciar supostos episódios de ameaças, humilhações e maus-tratos envolvendo Verena Lima, assessora parlamentar e apontada como chefe de gabinete da vereadora Ágatha Barra (PL), em Belém.
As acusações surgem dias após Verena Lima aparecer em um vídeo publicado no perfil da vereadora relatando ter sido vítima de violência doméstica praticada pelo ex-marido. Na gravação, divulgada no último dia 15 de maio, no perfil da Veraadora Ágatha Barra, Verena afirma sofrer perseguição, violência psicológica, moral, patrimonial e controle por parte do pai dos filhos dela.

No vídeo, a assessora afirma que registrou boletim de ocorrência na Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) e conseguiu medidas protetivas de urgência na Justiça. Ela também relata ter encontrado um rastreador instalado no próprio carro e diz que o ex-marido tentava controlar a vida pessoal e profissional dela. “Romper o silêncio foi a decisão mais difícil da minha vida e também a mais certa”, declarou Verena na publicação compartilhada pela vereadora Ágatha Barra.
Após a repercussão do vídeo, a ex-babá Alcinéia passou a divulgar relatos nas redes sociais, no perfil Fofoquei Pará (@fofoqueipa_) apresentando uma versão diferente sobre o ambiente familiar e profissional vivido dentro da residência da assessora parlamentar.
Segundo Alcinéia, ela trabalhou por quase um ano como babá dos filhos de Verena Lima e teria sofrido constantes humilhações, ameaças verbais e constrangimentos durante o período em que esteve na residência. Nos relatos, a ex-funcionária afirma que chegou a ser chamada de “vagabunda”, “mentirosa” e “safada”, além de relatar que teve o celular pessoal revistado pela ex-patroa durante uma discussão envolvendo o ex-marido dela. Alcinéia também afirma que chegou a ser mantida trancada em um quarto da casa.
A ex-babá ainda acusa Verena Lima de utilizar funcionárias para monitorar a rotina do ex-companheiro e afirma que outras empregadas também teriam sofrido situações semelhantes dentro da residência. Outro ponto citado por Alcinéia envolve os cuidados com uma das crianças da família, que, segundo ela, enfrentava problemas de saúde recorrentes. A ex-funcionária afirma que criou forte vínculo afetivo com a criança e acusa a mãe de negligenciar momentos de acompanhamento hospitalar.
Em um dos trechos publicados nas redes sociais, Alcinéia afirma que decidiu procurar a Justiça do Trabalho após deixar o emprego e diz temer pela própria segurança após supostas ameaças. “Estou aqui pedindo socorro. Fui ameaçada de morte”, declarou a ex-funcionária em um dos vídeos divulgados.
Em nota ao portal Estado do Pará Online o gabinete da vereadora Ágatha Barra informou que:
“A vereadora Ágatha Barra manifesta seu compromisso irrestrito com a defesa das mulheres, o combate à violência doméstica e o respeito à dignidade humana.
Ágatha Barra esclarece que a situação envolvendo uma servidora de seu gabinete diz respeito a uma questão de natureza estritamente pessoal e familiar, atualmente tratada pelas autoridades competentes.
A parlamentar reforça que todas as medidas legais cabíveis estão sendo adotadas pela vítima, dentro do devido processo legal, com acompanhamento jurídico e proteção garantida pela Justiça.
Por se tratar de questão submetida à esfera judicial e de caráter pessoal, não haverá manifestações adicionais sobre detalhes do caso.”
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