A ativista paraense Beatriz Moreira de Oliveira, natural de Belém, estava a bordo de uma das embarcações da Flotilha Global Sumud, missão humanitária internacional interceptada por forças israelenses na manhã desta segunda-feira (18), no Mar Mediterrâneo.
Integrante do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) e do Movimiento de Afectados por Represas (MAR), Beatriz fazia parte da delegação brasileira que participava da ação de solidariedade ao povo palestino. A missão tinha como objetivo levar ajuda humanitária à Faixa de Gaza e denunciar o bloqueio imposto por Israel à região.
Segundo informações divulgadas pelo movimento, a interceptação ocorreu em águas internacionais, a cerca de 250 milhas náuticas da costa de Gaza. A flotilha reunia ativistas, parlamentares, profissionais da saúde e militantes de diferentes países.

O Movimento dos Atingidos por Barragens classificou a ação israelense como ilegal e cobrou posicionamento do governo brasileiro e de orgãs internacionais para garantir a segurança dos integrantes da missão. A coordenação do movimento afirmou que a interceptação representa uma violação do direito internacional e denunciou o impedimento de ações humanitárias destinadas à população palestina.
A participação da ativista paraense na missão também foi destacada pelo MAB como símbolo da conexão entre movimentos populares da Amazônia e pautas internacionais ligadas à defesa dos direitos humanos e dos territórios tradicionais.
Até o momento, não há informações oficiais sobre a situação dos integrantes da flotilha após a interceptação.
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