Projeto quer incluir CID no RGS de pacientes com câncer no Pará para agilizar acesso a benefícios - Estado do Pará Online

Projeto quer incluir CID no RGS de pacientes com câncer no Pará para agilizar acesso a benefícios

Proposta apresentada na Alepa prevê inclusão do Código Internacional de Doenças no Registro Geral de Saúde de pacientes oncológicos e busca reduzir burocracia no acesso a direitos garantidos por lei

Foto: Ozéas Santos (AID/ALEPA)

O deputado estadual Erick Monteiro (MDB) protocolou, nesta terça-feira (12), na Assembleia Legislativa do Pará (Alepa), um Projeto de Lei que propõe a inclusão do Código Internacional de Doenças (CID) no Registro Geral de Saúde (RGS) de pacientes com neoplasias malignas no estado.

A proposta tem como objetivo facilitar o acesso de pacientes oncológicos a benefícios previdenciários, tributários e assistenciais, como saque do FGTS, auxílio-doença e isenções fiscais, reduzindo a burocracia enfrentada durante o tratamento.

Proposta busca reduzir exigência de laudos médicos

Atualmente, o RGS emitido no Pará não apresenta o CID da doença. Com isso, pacientes precisam apresentar diferentes laudos médicos para comprovar o diagnóstico em órgãos públicos e garantir direitos já previstos em lei.

Segundo Erick Monteiro, a iniciativa surgiu após visitas a unidades de referência no tratamento do câncer no estado, entre elas o Hospital Ophir Loyola, em Belém. O parlamentar também relatou ter conversado com pacientes que enfrentam dificuldades para acessar serviços e benefícios devido à necessidade constante de comprovação médica.

“O câncer não espera. E a dignidade dos pacientes também não pode esperar”, destacou o deputado.

Projeto prevê uso da estrutura já existente da Sespa

De acordo com o parlamentar, a inclusão do CID no documento utilizará a estrutura já existente da Secretaria de Saúde Pública do Pará (Sespa), sem gerar novos custos ao Estado.

O projeto também reforça a Política Estadual de Atenção Integral à Saúde da Mulher com Câncer, instituída pela Lei Estadual nº 8.972/2020.

A proposição seguirá agora para análise das comissões permanentes da Alepa. Caso receba parecer favorável, o texto será encaminhado para votação em plenário pelos deputados estaduais.

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