A Justiça do Pará negou o pedido de habeas corpus apresentado pela defesa do médico Felipe Almeida Nunes e manteve a prisão preventiva do investigado. A decisão foi divulgada nesta terça-feira (5) e se refere ao caso ocorrido em 2025, quando ele foi preso após arrastar a então namorada por uma rua de Belém.
A decisão foi assinada pela desembargadora Eva do Amaral Coelho, que rejeitou o pedido liminar da defesa. Segundo a magistrada, não foram identificados indícios de ilegalidade na prisão, nem a presença dos requisitos necessários para a concessão da medida urgente, como plausibilidade jurídica e risco de dano irreparável.
Os advogados alegaram, entre outros pontos, falhas na denúncia, demora na tramitação do processo e ausência de fundamentos para a manutenção da prisão preventiva. Também solicitaram a substituição da prisão por medidas cautelares. No entanto, ao analisar o caso, a relatora afirmou que, em uma avaliação preliminar, não há elementos suficientes para conceder a liminar e destacou que os critérios exigidos para esse tipo de decisão devem ser atendidos de forma conjunta. O mérito do habeas corpus ainda será julgado.
O processo segue agora com pedido de informações ao juízo responsável e posterior manifestação do Ministério Público.
Em nota, a defesa de Felipe Almeida Nunes afirmou que contesta as provas reunidas pela polícia e a denúncia apresentada pelo Ministério Público. Os advogados também informaram que o médico faz uso de medicação para controle emocional e que não se recorda do ocorrido no dia do crime. Além disso, destacaram que ele é réu primário e que irão recorrer da decisão ao Superior Tribunal de Justiça.
O caso aconteceu na madrugada de 26 de outubro de 2025, na rua João Balbi, em Belém. Conforme a denúncia, o médico teria arrastado a vítima por alguns metros com o carro após uma discussão. O episódio ocorreu depois de um evento, quando a mulher tentou impedir que ele dirigisse sob efeito de álcool.
Ainda de acordo com o relato, o investigado teria apresentado comportamento agressivo, com ofensas e atitudes consideradas descontroladas. Após a discussão continuar fora do veículo, ele empurrou a vítima, que caiu. Ao tentar recuperar objetos no carro, a mulher acabou sendo arrastada quando o motorista acelerou.
A vítima foi socorrida e encaminhada a uma unidade de saúde, onde recebeu atendimento médico.
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