Hospital no Pará é acusado de negligência; partos seriam feitos por enfermeiros e técnicos - Estado do Pará Online

Hospital no Pará é acusado de negligência; partos seriam feitos por enfermeiros e técnicos

Relatos enviados ao Portal Estado do Pará Online detalham ausência constante de médicos em dias úteis em um hospital da cidade de Garrafão do Norte

Uma denúncia anônima enviada à redação do Portal Estado do Pará Online revela um cenário de precariedade extrema e risco à vida no Hospital Municipal e Maternidade Manoel Gonçalves Eufrásio, no município de Garrafão do Norte, no Pará.

O relato detalha a ausência frequente de médicos durante o período noturno em dias úteis, deixando a unidade sob cuidados exclusivos de enfermeiros e técnicos. Segundo a denúncia, há evidências de que a população enfrenta desassistência severa em momentos críticos.

As irregularidades se estendem aos fins de semana, quando o atendimento médico operaria de forma limitada e com repousos prolongados durante a tarde. Há ainda uma orientação informal para que a equipe acione o médico de sobreaviso apenas em casos “extremos” durante a madrugada. Essa prática atrasaria atendimentos urgentes e aumentaria de forma perigosa o risco de morte para os pacientes internados ou em busca de socorro emergencial.

Já no setor de maternidade, a situação é descrita como alarmante, onde médicos recusariam a execução de partos, que acabam sendo feitos por enfermeiros e técnicos. Além disso, a denúncia cita que o bloco cirúrgico estaria funcionando sem um enfermeiro responsável, comprometendo a segurança dos procedimentos realizados. Um outro trecho da denúncia cita também que os técnicos de enfermagem estariam sendo desviados de função durante o expediente e sem a supervisão técnica necessária.

As escalas de trabalho também são apontadas como incompatíveis com a alta demanda local, gerando sobrecarga e possíveis erros humanos. O documento recebido reforça que a organização dos plantões apresenta indícios de fraudes e descumprimento de carga horária.

A redação do Estado do Pará Online (EPOL) entrou em contato com a prefeitura e os responsáveis pela unidade e aguarda posicionamento sobre o caso.

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