A influenciadora brasileira Lorrayne Mavromatis formalizou uma ação judicial contra a empresa do youtuber americano Jimmy Donaldson, conhecido mundialmente como MrBeast. A ex-executiva relata ter enfrentado uma rotina de assédios morais e sexuais durante os três anos em que integrou a equipe de estratégia da companhia.
As acusações detalham um ambiente hostil onde a profissional era submetida a comentários inapropriados sobre sua aparência e a reuniões individuais na casa do então CEO. Segundo o processo, executivos da alta direção faziam declarações constantes de cunho sexual e discriminatório para desestabilizar a presença da brasileira no ambiente de trabalho.
Diante da conduta dos superiores, Lorrayne afirma que tentou alterar sua postura e vestimentas para evitar ser alvo de novas investidas e humilhações públicas. Ela relata que sugestões profissionais eram respondidas com ofensas pessoais e que queixas internas acabavam sumariamente descartadas pela gestão da empresa.
A situação agravou-se quando a influenciadora reportou as condições de trabalho à chefe de recursos humanos, que possui laços familiares diretos com os fundadores da marca. Em resposta ao seu posicionamento, a profissional foi rebaixada de cargo e informada de que suas reclamações eram consideradas totalmente infundadas.
Durante o período de gestação e pós-parto, Mavromatis alega ter sido forçada a trabalhar mesmo em ambiente hospitalar e a realizar viagens pouco tempo após o nascimento da filha. O descumprimento dos acordos sobre a licença-maternidade resultou em um quadro de exaustão física e mental severa para a colaboradora.
A demissão da brasileira ocorreu apenas duas semanas após seu retorno oficial, sob a justificativa de que suas qualificações excediam as necessidades atuais do cargo ocupado. O processo judicial agora tramita na Carolina do Norte, reforçando as graves denúncias de desigualdade e abuso no ambiente corporativo da gigante digital.
Leia também:












Deixe um comentário