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PF liga Pablo Marçal a repasse de R$ 4,4 milhões para MC Ryan SP em investigação

Por Estado do Pará Online
17/04/2026 às 15:58 • 2 min
Investigadores da Polícia Federal suspeitam que transação imobiliária possa ocultar compra de aeronave.

Reprodução/Redes Sociais

Investigações da Polícia Federal no âmbito da Operação Narco Fluxo apontam o influenciador Pablo Marçal como autor de uma transferência de R$ 4,4 milhões ao artista MC Ryan SP. O montante representa o maior repasse identificado pelo Coaf nas contas do músico, que é suspeito de liderar um esquema de lavagem de dinheiro para uma organização criminosa.

​O repasse foi efetuado pela empresa R66 Air Ltda, companhia do setor imobiliário controlada diretamente pelo ex-candidato à prefeitura paulistana. Segundo o relatório oficial, a movimentação financeira entre os envolvidos teria ocorrido no intervalo entre maio de 2024 e outubro de 2025.

​A defesa de Marçal justifica que o pagamento milionário faz parte da compra de um imóvel de luxo situado em um condomínio em Mogi das Cruzes. O advogado Tassio Renam afirma que a transação totalizou R$ 7,3 milhões, incluindo a permuta de veículos e outras propriedades devidamente registradas.

​Investigadores sugerem, contudo, que o valor transferido coincide com o preço de mercado de um helicóptero Robinson R66 Turbine, levantando suspeitas sobre o real objeto da negociação. Além das transações, a polícia destaca a proximidade pública entre o músico e o influenciador durante o período eleitoral na capital paulista.

​MC Ryan SP foi detido sob a acusação de utilizar produtoras musicais e rifas digitais para ocultar recursos oriundos de atividades ilícitas ligadas ao Primeiro Comando da Capital. A apuração indica que o patrimônio era dissimulado através de laranjas e depois convertido em ativos de alto valor, como joias e carros importados.

​A operação também prendeu outras figuras conhecidas da internet, incluindo o cantor Poze do Rodo e o administrador da página Choquei. O grupo teria montado uma rede de influência para promover apostas ilegais e gerenciar crises de imagem diante de avanços das autoridades policiais.

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