O governo do Irã anunciou nesta sexta-feira (17) a liberação da passagem de embarcações comerciais pelo Estreito de Hormuz durante o período de cessar-fogo no Oriente Médio. A informação foi divulgada pelo ministro das Relações Exteriores, Seyed Abbas Araghchi.
Segundo o chanceler, a navegação está “completamente aberta” para navios comerciais enquanto durar a trégua. A circulação seguirá uma rota previamente coordenada pela Organização de Portos e Assuntos Marítimos do Irã.
Reabertura ocorre após semanas de tensão e bloqueio
A decisão acontece após semanas de instabilidade na região, marcadas por bloqueios e restrições no estreito. Durante o conflito, o Irã utilizou o controle da passagem como estratégia de pressão geopolítica.
O tráfego marítimo chegou a ficar praticamente paralisado, com centenas de embarcações retidas no Golfo Pérsico e operações sujeitas a inspeções e restrições impostas por forças iranianas.
Mesmo após anúncios iniciais de cessar-fogo, especialistas apontavam que a circulação ainda ocorria de forma limitada e sob forte controle militar, o que gerava incerteza no comércio internacional.
Cessar-fogo tenta conter conflito envolvendo Líbano e Israel
A liberação do estreito está diretamente ligada ao cessar-fogo anunciado após confrontos entre Israel e o grupo Hezbollah, apoiado pelo Irã. Os ataques começaram no início de março e intensificaram a instabilidade na região.
O acordo prevê uma pausa temporária nas hostilidades, com duração estimada em até dez dias. A medida é vista como tentativa de reduzir a escalada do conflito e evitar novos impactos econômicos globais.
O Estreito de Hormuz é uma das rotas marítimas mais importantes do mundo, conectando o Golfo Pérsico ao Oceano Índico. Cerca de 20% do petróleo global transportado por via marítima passa pela região.
Além do petróleo, a rota é essencial para o transporte de gás, combustíveis e fertilizantes. Qualquer interrupção no fluxo tem efeito imediato nos preços internacionais e nas cadeias de abastecimento.
A reabertura, mesmo que temporária, é vista como um sinal de alívio para o mercado global, embora analistas ainda apontem riscos devido à fragilidade do cessar-fogo e ao histórico recente de bloqueios.
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