Um levantamento do Instituto Fogo Cruzado aponta que nenhuma das vítimas baleadas durante assaltos na Região Metropolitana de Belém sobreviveu no mês de março. Ao todo, seis pessoas foram atingidas nesses crimes e todas morreram.
Segundo o relatório, março registrou 37 tiroteios na Grande Belém, com 37 pessoas baleadas. Desse total, 30 morreram e apenas sete ficaram feridas. As ações policiais concentraram mais da metade das ocorrências, com 19 registros que resultaram em 18 baleados, sendo 16 mortes.
Outro dado que chama atenção é o número de vítimas dentro de residências. Seis pessoas foram mortas em casa ao longo do mês, todos os casos relacionados a operações policiais.
Para Eryck Batalha, coordenador regional do Instituto Fogo Cruzado no Pará, o cenário é preocupante e exige respostas imediatas do poder público. Segundo ele, o alto número de mortes indica um possível colapso na segurança pública, reforçando a necessidade de políticas de prevenção e inteligência.
Entre os municípios mais afetados, Belém concentrou a maioria dos registros, com 22 tiroteios, 19 mortos e sete feridos. Também houve ocorrências em Ananindeua, Barcarena, Marituba e Castanhal.
- Belém: 22 tiroteios, 19 mortos e 7 feridos
- Ananindeua: 8 tiroteios e 6 mortos e 3 feridos
- Barcarena: 4 tiroteios e 4 mortos
- Marituba: 2 tiroteios e 1 morto
- Castanhal: 1 tiroteio
Entre os bairros, o Tapanã lidera em número de casos, seguido por Cabanagem, Pedreira, Terra Firme e Cidade Nova, evidenciando a concentração da violência em áreas específicas da região metropolitana.
- Tapanã (Belém): 3 tiroteios e 2 mortos
- Cabanagem (Belém): 2 tiroteios e 3 mortos
- Pedreira (Belém): 2 tiroteios e 3 mortos
- Terra Firme (Belém): 2 tiroteios, 2 mortos e 2 feridos
- Cidade Nova (Ananindeua): 2 tiroteios e 1 morto
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