A derrota por 7 a 0 para o Nacional-AM, pela terceira rodada da Copa Norte, obrigou a diretoria do Paysandu a vir a público. O resultado, construído na Arena da Amazônia, gerou forte repercussão e levou o clube a reconhecer falhas no planejamento da partida.
O presidente Márcio Tuma destacou o o compromisso de se posicionar diante da torcida. “Estamos aqui honrando nosso compromisso de estarmos sempre juntos tanto no momento de vitória quanto nas derrotas.” Segundo ele, o sentimento interno é o mesmo do torcedor. “Queremos compartilhar essa dor que bate no coração no peito de cada um dos nossos torcedores, que também é muito grande.”
Tuma afirmou que ninguém previa um desfecho daquela dimensão. “Nunca ninguém pôde prever um resultado como o de ontem.” Ainda assim, reconheceu responsabilidade institucional. “O que define nosso caráter é a nossa resiliência, é o momento que estamos aqui colocando a mão à palmatória, reconhecendo a responsabilidade do resultado negativo.”
O presidente voltou a defender o planejamento traçado desde o início da gestão. “O projeto foi muito claro e sincero, sempre um projeto de reestruturação financeira e administrativa do Paysandu caminhando lado a lado com o resultado esportivo.” Ele ponderou que um único jogo não pode resumir o trabalho. “Não é o resultado de ontem que vai definir o caráter da instituição, da diretoria, da comissão técnica ou dos nossos atletas.”
Ao abordar a estratégia adotada na partida, que contou majoritariamente com atletas das categorias de base, Tuma indicou que haverá mudanças. “Talvez tenhamos tido um problema com a dosagem.” E completou: “Vamos fazer uma reflexão profunda sobre tudo que aconteceu e dosar profissionais e base para que nada parecido volte a ocorrer.”
O diretor de futebol, Alberto Maia, reforçou a linha. “O momento requer uma autocrítica ou uma autoanálise da partida de ontem, que nós em momento algum esperávamos esse resultado.” Ele ressaltou que o modelo adotado não será descartado, mas passará por ajustes.
“O projeto que nós definimos juntamente com o presidente Márcio Tuma, com toda a comissão técnica e todo o staff de futebol, era fazer um trabalho mesclando a nossa base com os profissionais.” Para ele, os frutos já apareceram ao longo da temporada. “Esse trabalho não é por causa de uma partida que podemos achar que está tudo errado.”
Maia citou a conquista do Campeonato Paraense e a campanha na Copa do Brasil como exemplos de evolução. Ainda assim, admitiu o impacto da goleada. “Estamos machucados, mas isso nos leva a reavaliar o que precisa ser ajustado.”
O dirigente também ponderou que o resultado extremo não invalida completamente o planejamento. “A derrota de ontem também não pode ser acolhida como se tudo estivesse errado.”
Ao final, Tuma reforçou o foco nas competições em andamento. “Vamos focar na Série C, vamos focar na Copa do Brasil.” E encerrou com um chamado à torcida: “O caminho é doloroso, a gente sempre soube que não seria fácil. Precisamos ter resiliência.”
Depois do 7 a 0 que entrou para a história da Copa Norte, a diretoria reconhece o erro na condução da partida, promete ajustes na utilização do elenco e mantém a convicção de que o projeto seguirá, agora sob revisão e maior equilíbrio entre juventude e experiência.
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