O cantor Bruno Mafra, da banda Bruno e Trio, se pronunciou em vídeo publicado nas redes sociais nesta segunda-feira (6) após ser condenado, em segunda instância, a 32 anos de prisão por estupro de vulnerável contra as próprias filhas. Na gravação, ele afirma ser inocente, contesta a decisão da Justiça do Pará e diz que pretende apresentar provas para sustentar sua versão dos fatos.
Durante o vídeo, o artista afirma que é a primeira vez que fala publicamente sobre o caso e se dirige diretamente ao público.
“Eu quero afirmar a todos aqui presentes, pais e mães, vocês que acreditam na justiça, eu sou um inocente”, declarou.
Ele também disse que está sendo alvo de acusações falsas e que a relação com as filhas sempre ocorreu de forma respeitosa dentro do ambiente familiar.
Ao longo do pronunciamento, Bruno Mafra menciona conflitos familiares antigos e afirma que esses episódios foram mantidos em sigilo ao longo dos anos. Segundo ele, esses fatos serão apresentados futuramente. “Nós tivemos inúmeros conflitos familiares que foram mantidos sob sigilo durante anos para poupar tanto a vida e a imagem das minhas filhas quanto a minha”, afirmou.
Relatos sobre conflitos familiares
Em um dos trechos do vídeo, o cantor cita episódios envolvendo a guarda de uma das filhas e afirma que existem testemunhas que podem confirmar sua versão. “Desde a retirada da guarda da minha filha, que foi feita pelo avô materno, o mesmo avô que ela tinha pavor de voltar para casa dele quando estava passando o fim de semana conosco”, disse.
Ele ainda acrescenta: “Isso é testemunhado por babás, por funcionários e por pessoas que não estão ligadas a mim há muitos anos. Pessoas que foram ao tribunal testemunhar a meu favor e a favor da minha inocência porque conhecem a história que está acontecendo nos bastidores da minha vida há anos”.
Críticas à repercussão e à imprensa
Bruno Mafra também criticou a forma como o caso vem sendo divulgado. No vídeo, ele afirma que está sendo vítima de exposição negativa e contesta informações que, segundo ele, não correspondem ao processo. “É um absurdo o que está sendo feito de linchamento público contra mim e contra a minha família”, declarou.
O cantor ainda direciona críticas à imprensa e diz que pretende apresentar elementos para contestar a narrativa divulgada. Segundo ele, há informações sendo publicadas de forma equivocada sobre o caso e sua situação judicial.
Menção à filha e apresentação de fotos
Durante o pronunciamento, Bruno cita a filha Melissa Apprigio e afirma que ela teria feito declarações que, segundo ele, não correspondem à realidade. O cantor contesta o relato e afirma que pretende apresentar provas para sustentar sua versão.
No vídeo, ele exibe imagens antigas com familiares e compartilha prints de conversas entre os anos de 2017 e 2019. Segundo o cantor, os registros mostram momentos de proximidade, incluindo mensagens de afeto, pedidos de ajuda para divulgação de projetos acadêmicos e interações em datas comemorativas.
Veja imagens publicadas no perfil do cantor:


O artista também rebate afirmações de que teria sido ausente como pai. Ele diz que participou da vida das filhas e que prestou apoio financeiro ao longo dos anos, incluindo despesas com educação, saúde e outras necessidades.
Bruno Mafra afirma ainda que não pretende desistir de contestar a condenação. “Eu não vou desistir de provar a minha inocência, de trazer à luz a verdade”, disse durante o vídeo.
Relembre o caso
Bruno Mafra foi condenado pela Justiça do Pará, em decisão unânime de segunda instância, a 32 anos de prisão em regime inicial fechado por estupro de vulnerável continuado contra as filhas. Segundo a denúncia, os crimes teriam ocorrido entre 2007 e 2011, quando as vítimas tinham 5 e 9 anos de idade.
O processo tramitou sob sigilo e veio a público após o julgamento. A defesa do cantor informou que pretende recorrer da decisão e alega irregularidades no processo. Até o momento, Bruno Mafra não está preso.
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