A jornalista americana Shelly Kittleson foi sequestrada nesta terça-feira (31) em Bagdá, no Iraque, conforme comunicado do Ministério do Interior do país. Kittleson, colaboradora do site de notícias Al-Monitor, é reconhecida por reportagens em regiões de conflito, incluindo Afeganistão, Iraque e Síria, e atualmente mora em Roma, na Itália.
Fontes de segurança informaram que o sequestro envolveu dois veículos; um deles foi interceptado pelas autoridades, enquanto o segundo conseguiu levar a jornalista em direção ao sul da capital iraquiana.
Prisão de suspeito
Um suspeito com ligação ao grupo paramilitar Kataib Hezbollah, alinhado ao Irã, foi detido pelas forças de segurança do Iraque. A detenção aconteceu após a apreensão de um dos carros usados no sequestro. Dylan Johnson, secretário de Estado adjunto dos EUA, confirmou que o homem está sendo investigado por envolvimento no caso.
As autoridades continuam em operação para localizar os demais suspeitos que permanecem foragidos. Um porta-voz da embaixada dos EUA em Bagdá não comentou o caso publicamente.
Reações e contexto
O Al-Monitor pediu a libertação imediata e segura da jornalista. O governo dos Estados Unidos já havia alertado Kittleson sobre ameaças no Iraque e recomendado que evitasse viagens ao país.
O sequestro ocorre em um contexto de crescente tensão no Oriente Médio. Milícias iraquianas apoiadas pelo Irã têm realizado ataques frequentes contra estrangeiros e instalações norte-americanas desde o início do conflito em 28 de fevereiro. Casos anteriores incluem o sequestro da pesquisadora Elizabeth Tsurkov, liberada em 2025 após ser mantida em cativeiro por milícias locais.
Desde o início da guerra, a embaixada dos EUA no Iraque tem emitido alertas sobre riscos de sequestro e recomendado que cidadãos americanos deixem o país. Ainda não há confirmação se o sequestro de Kittleson está diretamente ligado às operações militares em andamento.
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