A filha do cantor Bruno Mafra, Melissa Apprigio, afirmou neste domingo (29) que está sendo alvo de ameaças de morte após a repercussão do caso envolvendo acondenação do artista por crimes de abuso sexual. Em publicações nas redes sociais, ela relatou a situação e disse que já adotou medidas legais.
Nos stories, Melissa compartilhou mensagens recebidas e escreveu: “Estou sofrendo ameaças de morte”. Entre os conteúdos exibidos, há ataques com ofensas e intimidações relacionadas ao processo judicial.
Nas mensagens divulgadas, usuários afirmam: “Você deveria ter vergonha de ter colocado o próprio pai preso; os 30 anos que ele vai passar lá não vão se comparar ao que está esperando por você. Sua hora vai chegar”. Em outro comentário, uma pessoa escreveu que ela teria “queimado a história do pai” e que a situação poderia ter sido resolvida “com um pedido de perdão”.

Segundo Melissa, os perfis responsáveis pelas mensagens seriam falsos e teriam sido criados com o objetivo de intimidá-la.
Em um comunicado, Melissa afirmou que as ameaças configuram conduta criminosa e informou que já acionou as autoridades competentes. Ela destacou que sua história foi analisada pelo Poder Judiciário e resultou em condenação reconhecida pela Justiça.
Contexto do caso
O caso envolve acusações de abusos ocorridos entre 2007 e 2011, quando as vítimas, duas filhas do cantor, ainda eram menores de idade. As denúncias foram formalizadas em 2019 e deram origem ao processo judicial.
Em 2024, o cantor foi condenado em primeira instância a mais de 30 anos de prisão em regime fechado. A decisão foi mantida em março de 2026 pelo Tribunal de Justiça do Pará, por unanimidade. A defesa recorreu e ainda pode levar o caso aos tribunais superiores.
Repercussão nas redes sociais
As ameaças surgem após Melissa se manifestar publicamente sobre o caso. Em um vídeo divulgado nas redes sociais, ela comentou os ataques que vem recebendo e relatou o impacto emocional da situação.
No desabafo, afirmou viver um sentimento de luto e declarou que decidiu falar como forma de incentivar outras vítimas a denunciarem. “É possível denunciar mesmo depois de adulta”, disse.
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