O Tribunal de Justiça do Pará manteve a condenação do cantor Bruno Mafra, ex-vocalista da banda Bruno e Trio, por crimes de abuso sexual contra suas duas filhas. A decisão ratifica a sentença de primeira instância que impôs uma pena superior a 30 anos de reclusão em regime inicial fechado.
As investigações começaram em 2019, quando as vítimas, já adultas, relataram abusos ocorridos entre os anos de 2007 e 2011. Segundo a denúncia do Ministério Público, os atos libidinosos aconteciam de forma reiterada na residência do acusado, em veículos e em outros pontos de Belém.
A acusação sustentou que o artista se aproveitava da autoridade paterna e de uma dinâmica de manipulação psicológica para garantir o silêncio das crianças. Uma das irmãs decidiu formalizar a queixa somente após saber que a outra também havia sido vítima, o que reforçou a veracidade dos relatos.
A defesa do cantor recorreu da condenação alegando nulidades processuais e cerceamento de defesa durante a fase de instrução. Os advogados questionaram a validade das provas periciais e sustentaram que não houve comprovação externa robusta para embasar a sentença condenatória.
Em nota, a defesa do cantor se pronunciou. Confira na íntegra:
“Em atenção à sua consulta, o escritório Filipe Silveira, responsável pela defesa técnica, informa que o processo judicial ainda se encontra em curso, inexistindo, até o presente momento, decisão definitiva. Serão adotadas as medidas recursais cabíveis, uma vez que a defesa sustenta a existência de relevantes violações ao devido processo legal, com potencial comprometimento da validade jurídica dos atos processuais e da própria decisão proferida.
A defesa também registra preocupação com a divulgação de informações relacionadas a processo que tramita sob sigilo, circunstância que, em tese, exige rigorosa observância das restrições legais de acesso e divulgação, tanto para a preservação da regularidade processual quanto para a proteção dos direitos das partes envolvidas.“
Leia também:










Deixe um comentário