Regiane Matias concedeu entrevista ao jornal Alerta Abaeté para relatar as circunstâncias da morte da filha, Rayla Maria, de 4 anos. A genitora relembrou que o último diálogo com a criança ocorreu na noite de sábado, véspera do atropelamento. “No sábado à noite o meu amor falou: ‘mamãe, eu te amo’”, declarou Regiane ao destacar o comportamento afetuoso da menina.
A mãe explicou que o acidente aconteceu no domingo, enquanto a filha passava o dia com o pai biológico em Abaetetuba. No momento da colisão na Avenida Hildo de Carvalho, Regiane estava em sua residência organizando materiais escolares de outro filho. Ela recebeu a notícia por telefone e se deslocou imediatamente ao local, inicialmente acreditando que todos os envolvidos estivessem com vida.
Ao chegar ao ponto da ocorrência no bairro São Sebastião, a mãe não encontrou a filha, mas identificou pertences pessoais da criança. “Eu cheguei naquele local e não vi mais a minha filha, mas depois me mostraram a sandalinha dela”, relatou sobre o momento da confirmação. A tragédia ocorreu exatamente na data em que Regiane celebrava o seu aniversário.
O cotidiano doméstico foi severamente alterado pela ausência da menor e pelo silêncio na residência familiar. Regiane descreveu episódios de desorientação durante a madrugada ao tentar realizar cuidados rotineiros com a filha que já não estava presente. “O que vai ser de mim quando eu entrar na minha casa e não ver mais a minha filha?”, questionou a mãe sobre o futuro sem a presença da criança.
A busca por responsabilização criminal agora norteia as manifestações da família de Rayla Maria perante a opinião pública. O principal suspeito, Rosinaldo Cavalcante Macêdo, continua sendo procurado pelas forças de segurança da região do Baixo Tocantins. “Eu quero justiça”, sintetizou Regiane Matias ao encerrar seu depoimento e cobrar celeridade na captura do condutor foragido.
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