O governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), anunciou que desistiu da pré-candidatura à Presidência da República e seguirá no comando do estado até o final de seu segundo mandato, em dezembro de 2026.
Ratinho Junior era pré-candidato do PSD e tinha o terceiro melhor desempenho nas pesquisas, aparecendo com 7% das intenções de voto no primeiro turno, segundo levantamento da Quaest de março, à frente de Ronaldo Caiado (Goiás), com 4%, e Eduardo Leite (Rio Grande do Sul), com 3%. No cenário de segundo turno, ele chegava a 33%, contra 42% de Luiz Inácio Lula da Silva.
A decisão do governador foi tomada “após profunda reflexão com a família” e comunicada ao presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab. Horas depois, Kassab reafirmou que o partido segue em busca da “melhor via” para a disputa presidencial. Com a desistência, os nomes do PSD cotados para concorrer ao Planalto passam a ser Eduardo Leite e Ronaldo Caiado.
Ratinho Junior vinha se apresentando como uma alternativa à polarização política e defendia o PL da Anistia, que prevê perdão “amplo e irrestrito” aos condenados pelo episódio de 8 de janeiro. Recentemente, o senador Rogério Marinho, coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro, havia solicitado que ele desistisse da corrida em apoio ao filho do ex-presidente.
Em nota, Ratinho Junior afirmou que permanecerá à disposição do PSD para contribuir com políticas de redução da burocracia, fortalecimento do agronegócio e endurecimento das leis criminais, além de gerar perspectivas para os jovens. Após encerrar o mandato, ele planeja retornar ao setor privado, assumindo a presidência do grupo de comunicação fundado por seu pai, o apresentador Ratinho.
Como está no segundo mandato consecutivo, o governador não poderá concorrer à reeleição em 2026, garantindo que sua atenção estará voltada exclusivamente ao encerramento de sua gestão no Paraná.
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