A apreensão de uma planilha com nomes de deputados federais do Pará ao lado de valores em dinheiro passou a integrar a investigação da Polícia Federal que apura movimentações financeiras suspeitas e contratos públicos na área cultural no estado.
Segundo a coluna de Lauro Jardim, do jornal O Globo, ao menos quatro parlamentares aparecem no documento manuscrito: Raimundo Santos (PSD), Henderson Pinto (MDB), Keniston Braga (MDB) e Olival Marques (MDB), com valores que variam de R$ 100 mil a R$ 538 mil.
De acordo com a publicação, não há indicação sobre a origem ou a finalidade das quantias anotadas, e os nomes não constam, até o momento, no relatório da Polícia Federal ao qual o colunista teve acesso. O documento também menciona órgãos públicos e municípios paraenses associados a valores, sem detalhamento adicional sobre o contexto dessas anotações.
Origem da investigação
A operação que resultou na apreensão da planilha teve início após alerta de movimentação considerada atípica envolvendo saque de R$ 500 mil em espécie, o que levou à atuação da Polícia Federal e à prisão de três pessoas em Belém.
Conexão com contratos públicos
A apuração do EPOL, com base em documentos oficiais e registros do Diário Oficial do Estado do Pará, identificou que a empresa citada no caso mantém contratos com a Fundação Cultural do Pará, incluindo projetos musicais e apresentações públicas com valores recorrentes na faixa de R$ 300 mil.
Os registros mostram contratações vinculadas a projetos como “Harmonia Sonora” e “Músicas nas Praças”, parte delas por inexigibilidade de licitação, modalidade que dispensa concorrência, mas exige justificativa técnica.
Posicionamento dos citados
Segundo a publicação do colunista, os deputados mencionados reagiram à inclusão dos nomes no documento. Raimundo Santos afirmou considerar “estranha” a referência e disse não ter apresentado emendas parlamentares para eventos culturais no estado. Já Keniston Braga declarou que desconhece os fatos e que pretende solicitar esclarecimentos.
A reportagem do EPOL tenta contato com os citados para esclarecer a relação entre os nomes mencionados, os contratos identificados e a investigação em curso. Até a publicação, não houve retorno. O espaço segue aberto para manifestação dos envolvidos e o EPOL continua acompanhando o caso.
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