A Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), em Belém, enfrentou na última terça-feira (17) um grave incidente químico que resultou na interdição do Prédio Central da instituição e levantou questionamentos sobre as condições estruturais e os protocolos de segurança adotados no campus. O caso ocorreu após o vazamento de um reagente químico considerado altamente volátil e tóxico no laboratório de Fisiologia Vegetal.
De acordo com comunicado interno enviado à comunidade acadêmica pela Pró-Reitoria de Extensão (Proex), o atendimento presencial nos setores instalados no prédio foi suspenso ainda na tarde do dia do ocorrido, passando a funcionar de forma remota até que a situação seja normalizada. Posteriormente, a unidade foi totalmente interditada.
O episódio ganhou maior repercussão porque, dias antes, já haviam sido feitos alertas públicos sobre problemas estruturais no local. Em manifestação publicada nas redes sociais da Prefeitura Universitária, um integrante da comunidade acadêmica questionou as condições de segurança do prédio, citando infiltrações constantes, rachaduras nas paredes e áreas com alagamentos frequentes. Na ocasião, a administração informou que trabalhava para solucionar os danos e buscava parcerias para uma reforma mais ampla.
Após o vazamento, professores e servidores relataram ter permanecido por horas no edifício sem informações claras sobre a substância envolvida nem a adoção imediata de um protocolo amplo de evacuação. Mensagens internas mencionam forte odor nos corredores durante a manhã, além de sintomas como dores de cabeça e sensação de exposição prolongada antes da comunicação oficial.
Entre docentes e técnicos também circulou a informação de que o produto químico poderia ser o mercaptoetanol, composto conhecido pela alta toxicidade por inalação e que exige rígidos procedimentos de armazenamento e manipulação. Até o momento inicial do incidente, entretanto, o nome da substância não teria sido oficialmente confirmado à comunidade acadêmica, o que aumentou a percepção de insegurança entre servidores e estudantes.
Em nota, a UFRA esclareceu que não houve registro de feridos nem a necessidade de atendimento médico às pessoas que estavam no local. Segundo a Universidade, o funcionamento do prédio deve ser retomado amanhã (19).
Confira a nota da UFRA na íntegra:
A Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra) informa que, no final da manhã desta terça-feira, 17, foi registrado o vazamento de pequena quantidade de um reagente químico no Prédio Central, no campus Belém.
A ocorrência foi registrada durante a organização de materiais laboratoriais destinados à transferência para novas instalações da universidade. Como medida imediata de segurança, a ala C foi evacuada, e de forma preventiva, o prédio foi interditado e a área isolada. O Corpo de Bombeiros foi acionado e realizou os procedimentos necessários para a contenção do vazamento e a retirada segura do material, não havendo riscos à comunidade acadêmica.
Em razão das características do composto, que apresenta odor acentuado e alta volatilidade, as atividades administrativas no Prédio Central foram temporariamente suspensas para viabilizar a ventilação completa do ambiente. Como a universidade está em período de recesso acadêmico, não houve impacto nas atividades de ensino.
A Ufra ressalta que não houve registro de feridos ou necessidade de atendimento médico e segue acompanhando a situação, com previsão de retomada normal do funcionamento do prédio para amanhã, dia 19 de março.
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