Um trabalhador em Belém precisa trabalhar, em média, 91 horas e 29 minutos por mês para conseguir comprar os itens da cesta básica. O dado coloca a capital paraense na 14ª posição entre as 27 capitais brasileiras, segundo levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em parceria com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
O estudo mostra diferenças significativas entre as capitais. Em fevereiro, São Paulo liderou o ranking, com necessidade de 115 horas e 45 minutos de trabalho para adquirir a cesta básica. Em seguida aparecem Rio de Janeiro (112h14) e Florianópolis (108h14). Na outra ponta, Aracaju registrou o menor tempo, com 76 horas e 23 minutos.
Além do tempo de trabalho, o levantamento também mede quanto do salário mínimo é comprometido com alimentação. Em Belém, os gastos com a cesta básica representam cerca de 44,96% do rendimento líquido. O índice fica próximo da média nacional, que foi de 46,13% no período analisado.
O relatório ainda aponta que o salário mínimo ideal para cobrir as despesas básicas de uma família deveria ser de R$ 7.164,94, valor quase quatro vezes maior que o piso atual. O cálculo leva em conta o custo da cesta básica mais cara do país, que em fevereiro foi a de São Paulo.
Com informações do G1*
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