Um susto marcou o primeiro tempo da decisão entre Paysandu e Remo, no último domingo, 1º, no Estádio Mangueirão. O atacante Kleiton Pego precisou deixar o gramado de ambulância bater com a cabeça no braço do zagueiro Marllon e foi diagnosticado com concussão cerebral.
Em nota, o Papão informou que o jogador foi atendido ainda no estádio, dentro do protocolo específico para esse tipo de ocorrência. Em seguida, foi encaminhado para um hospital particular de Belém, onde realizou exames que não apontaram alterações clínicas. Kleiton recebeu alta, está consciente, orientado e seguirá em repouso domiciliar, com nova avaliação médica nas próximas 24 horas.
O que diz a regra
A situação reacende a discussão sobre o protocolo de concussão adotado pela Confederação Brasileira de Futebol. Diferentemente do que muitos imaginam, não existe um prazo fixo e automático de 10 dias para retorno aos gramados.
A norma determina afastamento imediato após suspeita de concussão, com monitoramento rigoroso. O retorno é progressivo e depende exclusivamente de avaliação médica, além da ausência total de sintomas físicos e cognitivos.
Pode jogar a domingo, 8?
A resposta, neste momento, é: depende. Embora a recuperação média para concussões varie entre 10 e 14, no futebol profissional o prazo pode ser menor ou maior, conforme a evolução clínica.
O atleta precisa cumprir etapas que incluem repouso absoluto, atividades leves, treinos controlados e, por fim, liberação para jogo. Qualquer reaparecimento de sintomas interrompe o processo.
A principal preocupação médica é evitar a chamada “síndrome do segundo impacto”, quando um novo trauma ocorre antes da completa recuperação do primeiro.
Por enquanto, Kleiton é dúvida para a partida decisiva do Campeonato Paraense. A presença em campo dependerá exclusivamente da resposta clínica nos próximos dias e do aval do departamento médico bicolor.
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