A CPMI do INSS aprovou na quinta-feira (26) um pacote de requerimentos, incluindo a quebra de sigilo bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha), no contexto das apurações sobre fraudes e irregularidades envolvendo benefícios previdenciários. A deliberação ocorreu com votação simbólica em bloco.
Após o anúncio do resultado, parlamentares governistas contestaram a contagem. O deputado Paulo Pimenta (PT-RS) pediu a anulação da votação, alegando erro material e sustentando que imagens e registros do plenário indicariam um placar diferente do proclamado. Durante a sessão, afirmou que o presidente da comissão estaria “dando um golpe na votação”.
Contagem contestada por governistas
Na manifestação apresentada por Pimenta, a lista de votos contrários à aprovação do pacote soma 14 parlamentares: os senadores Soraia Thronicke, Randolfe Rodrigues, Jussara Lima, Jaques Wagner e Tereza Leitão, além dos deputados Damião Feliciano, Átila Lira, Cleber Verde, Orlando Silva, Romero Rodrigues, Paulo Pimenta, Alencar Santana, Neto Carlleto e Rogério Correia.
O deputado também apontou como favoráveis ao pacote os senadores Isalci Lucas, Eduardo Girão e Rogério Marinho, além da deputada Coronel Fernanda e dos deputados Adriana Ventura, Alfredo Gaspar e Marcel Van Hattem, todos da oposição.
Presidência mantém resultado
O presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), não acatou o pedido de anulação e manteve o resultado. Ele declarou ter contabilizado 7 votos contrários e, com base no entendimento aplicado à votação simbólica, afirmou que os requerimentos foram aprovados.
Com a decisão mantida, seguem válidos os pedidos aprovados no pacote, incluindo as medidas de acesso a informações bancárias e fiscais no escopo da investigação.
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