Entre 28 de março e 4 de abril, estudantes da Universidade Federal do Pará estarão em Washington, DC para disputar a fase internacional da maior competição de Direito Internacional do mundo. A presença brasileira na elite do torneio será representada pela UFPA, após desempenho de destaque nas rodadas nacionais.
A classificação veio depois das disputas realizadas em São Paulo, em fevereiro, que garantiram à universidade paraense uma vaga histórica na Jessup International Law Moot Court Competition. O feito projeta a produção acadêmica da Amazônia em um dos palcos mais disputados do Direito Internacional.
Criada em 1960 pela International Law Students Association, a competição reúne, todos os anos, estudantes de cerca de 700 universidades, em mais de 100 países. O torneio simula julgamentos entre Estados perante a Corte Internacional de Justiça, órgão judiciário principal da Organização das Nações Unidas.
Nesta edição, o caso em debate envolve minerais críticos, meio ambiente e Direitos Humanos, exigindo das equipes a elaboração de memoriais escritos e sustentações orais integralmente em inglês, com foco em temas contemporâneos do Direito Internacional Público.
A equipe da UFPA é formada por dez estudantes do Instituto de Ciências Jurídicas e da Faculdade de Direito, resultado de uma mobilização acadêmica construída a partir da iniciativa estudantil, com apoio institucional e orientação docente. Em duas décadas de participação brasileira na competição, a UFPA é a única instituição da Região Norte a alcançar a fase internacional.
O reconhecimento ao feito ocorreu na última quarta-feira (19), quando o reitor Gilmar Pereira recebeu parte da delegação que seguirá para os Estados Unidos. O encontro contou com a presença das estudantes Dalila Tagore, Isabelle Rosa Oliveira e Nicolas Manoel Carvalho, acompanhados da professora Mariana Monteiro de Matos, da coordenação acadêmica da equipe.
“Essa conquista demonstra que nossos estudantes têm plena capacidade de competir nos mais altos níveis acadêmicos do mundo. Nós acreditamos no potencial da juventude amazônica e seguiremos incentivando iniciativas que ampliem horizontes e levem a nossa produção intelectual para além das fronteiras do país”, relatou o reitor.
Para a estudante Dalila de Léllis Bastos Tagore Rocha da Silva, do 4º período de Direito, a experiência vai além da competição. “Eu sempre gostei de estudar outros idiomas e vejo que faz muita diferença no currículo ter esse tipo de experiência. Sou muito grata ao projeto pela oportunidade de aprimorar o inglês, especialmente o inglês jurídico. Participar de uma competição como essa abre portas para que estudantes da Amazônia contribuam com o cenário do Direito Internacional”, afirmou.
A equipe de oradores e pesquisadores, responsável pelos memoriais e sustentações, é composta por Bárbara Santos Sacramento, Dalila de Léllis Bastos Tagore Rocha da Silva, Giovana Camelo do Nascimento, Hector Rafael Vilhena Marinho e Nicolas Manoel Carvalho Vieira, integrantes do projeto de extensão Núcleo de Moot Courts.
Já a equipe de coaches, que atua na preparação técnica e estratégica, reúne a professora Mariana Monteiro de Matos, o professor Rodrigo Carlos Céspedes Proto e as estudantes Ananda Macedo Chedieck Martins, Isabelle Rosa Oliveira e Maria Luiza do Carmo Weyl Costa.
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