O naufrágio de uma embarcação no Encontro das Águas, em Manaus, reacendeu o alerta sobre os cuidados na navegação nos rios da região amazônica. Nessa sexta-feira, 13, uma lancha afundou deixando duas pessoas mortas e sete desaparecidas.
Em entrevista, um dos sobreviventes do acidente relatou que não havia excesso de passageiros na embarcação. Segundo ele, todos ficaram cerca de 30 minutos à deriva no rio aguardando a chegada do resgate.
Ajudei uma criança, que vinha com o pai. Ele já estava sem forças. A criança devia ter uns três anos. Fiquei com ela na boia até aparecer o resgate. Não vi excesso de passageiros, estavam todos sentados, mas estava lotado. Ficamos meia hora ou mais a deriva no rio”, disse em entrevista à A Crítica.
Outro ponto relatado pelo sobrevivente foi em relação as orientações para situações de naufrágio. De acordo com ele, não há um comunicado sobre o que fazer nesses casos. Além disso, ele ressaltou o “costume” dos condutores dos barcos em trafegar em alta velocidade pelos rios.
A gente ia na embarcação e as ondas estavam muito forte. A água começou a entrar. A lancha estava indo muito rápida. Acho que isso (ir rápido) é porque eles (condutores) estão acostumados a viajar e sempre dar certo. Não tem nenhuma orientação. Deveria ter para a gente tomar a medida certa para salvar a nossa vida”, concluiu.
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