“Vereadora de rico”: vídeo de discussão com homem em situação de rua gera repercussão no Rio - Estado do Pará Online

“Vereadora de rico”: vídeo de discussão com homem em situação de rua gera repercussão no Rio

Homem acusou Talita Galhardo de generalizar população vulnerável como “cracudos” durante abordagem na Barra da Tijuca.

Um vídeo publicado pela vereadora do Rio de Janeiro Talita Galhardo (PSDB) provocou repercussão nas redes sociais após mostrar uma discussão com um homem em situação de rua, na Barra da Tijuca. Durante a abordagem, o homem chamou a parlamentar de “vereadora de rico” e a acusou de generalizar pessoas em situação de rua como “cracudos”.

A gravação foi divulgada na última sexta-feira (6), após a vereadora identificar uma ligação irregular de energia sob um viaduto onde o grupo estava abrigado. No vídeo, Talita rebate as críticas, afirma que atua em áreas como saúde e assistência e questiona se não haveria “um cracudo” entre os presentes. Ela também declarou que o viaduto “não é lugar para morar” e perguntou ao homem se ele gostaria de ir para um abrigo, o que foi recusado.

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Nos comentários da publicação, um internauta escreveu: “Vamos aos fatos: algum problema foi resolvido? Ou o objetivo era apenas gravar o vídeo humilhando uma pessoa em situação de rua? A abordagem da vereadora foi agressiva desde o primeiro momento, inclusive chegando gravando uma pessoa em situação de vulnerabilidade. Queremos soluções, não performance eleitoreira.” Outros usuários, por sua vez, elogiaram a atuação da parlamentar.

A vereadora já havia se envolvido em polêmica anterior, em dezembro, ao publicar vídeo defendendo que a distribuição de quentinhas poderia contribuir para o aumento da criminalidade. Na ocasião, o vereador Rick Azevedo (PSOL) criticou a colega durante sessão na Câmara. “Eu tenho vergonha de dividir este plenário com a senhora. Enquanto alguém que já passou fome no Rio de Janeiro, receber esse vídeo foi muito triste. As pessoas não estão nas ruas porque querem”, declarou ele.

Vídeo no perfil da vereadora:

Impasses sobre acolhimento de pessoas em situação de rua em Belém

Em Belém, a situação dos moradores de ruas também está sob monitoramento judicial. A Justiça Federal determinou que o município e a Fundação Papa João XXIII (Funpapa) comprovem, no prazo de 30 dias, o funcionamento de um abrigo noturno destinado à população em situação de rua. A decisão ocorreu após manifestação do Ministério Público Federal (MPF), que apontou inconsistências nas informações apresentadas pela gestão municipal. Vistorias indicaram que o espaço informado como abrigo apresentava precariedades estruturais, incluindo falta de mobiliário adequado e insuficiência de atendimento psicológico e social. O caso segue em tramitação na Justiça Federal.

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