A Anvisa investiga atualmente 225 registros de pancreatite e seis mortes suspeitas possivelmente relacionadas ao uso de canetas emagrecedoras no Brasil. As notificações abrangem substâncias como semaglutida e tirzepatida, com ocorrências confirmadas em estados como São Paulo, Paraná e Bahia.
O cenário brasileiro reflete uma preocupação global que já motivou alertas sanitários em países como o Reino Unido devido a óbitos semelhantes. Apesar dos números, as autoridades de saúde não recomendam a interrupção do tratamento, desde que haja acompanhamento médico rigoroso.
A classificação desses casos como “suspeitos” ocorre porque a relação direta entre o fármaco e as complicações ainda depende de análises técnicas definitivas. Especialistas apontam que a incidência real pode ser superior aos dados oficiais, uma vez que a notificação de efeitos colaterais não é impositiva para profissionais de saúde.
Nomes comerciais conhecidos, a exemplo de Ozempic e Mounjaro, aparecem listados no sistema de farmacovigilância da agência reguladora. Outro fator agravante mencionado pelo órgão é a comercialização de produtos falsificados ou manipulados, que elevam os riscos aos usuários.
A investigação segue em andamento para determinar se as falhas na administração ou a procedência dos itens influenciaram os desfechos fatais. É fundamental que o paciente adquira o medicamento apenas em estabelecimentos autorizados e evite a automedicação baseada em promessas estéticas.
O uso desses agonistas de GLP-1 permanece como ferramenta importante no combate à obesidade e ao diabetes tipo 2 sob supervisão técnica. A segurança do tratamento depende diretamente da procedência do item e do respeito às doses prescritas por especialistas.
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