A escritora, poeta e contadora de histórias, Heliana Barriga faleceu nesta segunda-feira, (2), aos 75 anos, vítima de infarto, no Pará. A notícia gerou comoção no meio cultural e educacional do estado, onde Heliana é reconhecida como uma das maiores referências da literatura infantil.
Nascida em Castanhal, Heliana Barriga dedicou mais de 40 anos à formação de leitores, especialmente entre crianças. Sua trajetória artística foi marcada pelo compromisso com a infância, a educação e a valorização da cultura amazônica, alcançando diferentes gerações dentro e fora do Pará.
Ao longo da carreira, a autora publicou cerca de 60 livros e lançou dez álbuns musicais, transitando entre literatura, música, cordel e performances cênicas. Conhecida como a “ecopoeta do cotidiano”, Heliana construiu uma obra fortemente inspirada na natureza amazônica, nas brincadeiras populares, na oralidade e na musicalidade, utilizando elementos como animais, rios, sons e jogos de palavras em narrativas lúdicas e sensíveis.
Entre suas obras mais conhecidas estão A Abelha Abelhuda e Perereca Sapeca, títulos amplamente utilizados por educadores, mediadores de leitura e famílias, e que se tornaram referência na literatura infantil paraense e nacional.
Além da produção literária, Heliana Barriga teve atuação destacada como cordelista, compositora, sanfoneira e artista de palco. Seus espetáculos e atividades culturais percorreram escolas, feiras literárias e eventos culturais em diversas cidades do Pará e de outros estados. Na música, lançou trabalhos como Mala sem Fundo, Letícia Coça-coça, A Filha do Jabuti, Se Eu Fosse Eu Brincava e Circo Furreca sem Mala.
Em reconhecimento à sua contribuição para a cultura e a educação, Heliana foi a autora homenageada da Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes, em 2023, em Belém. Também recebeu o título de Embaixadora das Infâncias de Belém da Nossa Gente, concedido pela Secretaria Municipal de Educação, além de ser reconhecida como Mestra da Cultura pelo PNAB 2025.
A morte de Heliana Barriga representa uma grande perda para a literatura infantil e para a cultura amazônica. Seu legado permanece vivo nas histórias, músicas e memórias de leitores que cresceram acompanhados por sua obra.
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