MP entra na Justiça contra concessionária por apagões em Igarapé-Miri; indenização de R$ 300 mil - Estado do Pará Online

MP entra na Justiça contra concessionária por apagões em Igarapé-Miri; indenização de R$ 300 mil

Ação cobra melhorias urgentes na rede elétrica após anos de falhas e prejuízos à população

O fornecimento de energia em Igarapé-Miri virou alvo de ação civil pública do Ministério Público do Pará (MPPA), que levou o caso à Justiça após constatar problemas recorrentes no serviço prestado pela Equatorial Pará.

A iniciativa é conduzida pelo promotor de Justiça Harrison Henrique da Cunha, responsável pela Promotoria do município, e tem como foco a regularização da rede elétrica, afetada por apagões constantes e oscilações de energia.

Levantamentos feitos entre 2021 e 2025 apontam que as falhas se intensificaram, atingindo tanto áreas urbanas quanto comunidades da zona rural, com impactos diretos em residências, comércios e serviços públicos essenciais.

O processo teve origem em procedimento administrativo que identificou omissão da concessionária, mesmo após diversos ofícios enviados pelo MPPA e pela Prefeitura.

Em audiência pública realizada pela Câmara Municipal, em novembro de 2025, a empresa admitiu dificuldades no sistema, mas não apresentou soluções práticas para os problemas enfrentados pela população.

Entre os pedidos feitos à Justiça, o MPPA solicita medidas emergenciais, como:

  • substituição de transformadores críticos e instalação de dispositivos de proteção na subestação, em até 30 dias;
  • melhorias no acesso à subestação, garantindo entrada permanente para manutenção;
  • implantação de monitoramento em tempo real nos pontos mais vulneráveis da rede, em até 60 dias;
  • criação de um projeto para nova subestação, com execução prevista em até 18 meses;
  • plano contínuo de manutenção preventiva, com inspeções regulares, em até 90 dias.

Além das intervenções técnicas, o MPPA pede que a Equatorial seja obrigada a comprovar a realização das obras e a qualidade do serviço prestado.

A ação também requer indenização por danos morais coletivos no valor de R$ 300 mil, recurso que deverá ser destinado ao Fundo Estadual de Defesa do Consumidor (Fundecon).

A Promotoria informou que vai acompanhar de perto cada etapa, exigindo relatórios periódicos e fiscalização das melhorias, para assegurar que o fornecimento de energia atenda aos padrões legais.

O Estado do Pará Online solicitou nota à Equatorial Pará para esclarecimentos e aguarda retorno.

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