A confirmação da vassoura-de-bruxa da mandioca em municípios do Pará levou o Ministério Público do Estado (MPPA) a reunir autoridades, técnicos e produtores rurais em Tracuateua para discutir medidas de prevenção e controle da praga. O encontro foi organizado pelas Promotorias Agrárias de Castanhal e Marabá e ocorreu após a divulgação de portaria do Ministério da Agricultura que aponta registros da doença em três cidades paraenses.
Considerada uma praga quarentenária, a vassoura-de-bruxa já provocou prejuízos significativos em outras regiões do Norte do país. Técnicos alertaram que, no Amapá, a doença se espalhou rapidamente por quase todo o território, o que aumenta a preocupação com os impactos econômicos e sociais na Costa Bragantina.
Durante a reunião, a promotora Alexssandra Muniz Mardegan ressaltou a gravidade do cenário e defendeu uma atuação conjunta entre instituições públicas e produtores. Segundo ela, o avanço da praga ameaça diretamente a principal fonte de renda de milhares de famílias que dependem da cultura da mandioca para subsistência e comercialização.
A promotora Ione Missae da Silva Nakamura reforçou a necessidade de levar informações técnicas em linguagem acessível aos agricultores. Para ela, a conscientização e a identificação precoce dos sintomas são essenciais para reduzir a propagação da doença e evitar perdas maiores nas lavouras.
Entre as medidas anunciadas, o Senar colocou à disposição o programa ATeG, que vai oferecer acompanhamento técnico especializado aos produtores da região. A Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra) informou que prepara materiais educativos para serem aplicados em escolas públicas, ampliando o alcance das orientações sobre prevenção.
Já a Embrapa destacou que realiza pesquisas em busca de variedades de mandioca mais resistentes à praga, utilizando material genético coletado em diferentes estados. Os pesquisadores também pediram que os agricultores registrem ocorrências em campo para auxiliar nos estudos.
O secretário municipal de Agricultura de Tracuateua, José Dutra, defendeu a criação de uma força-tarefa regional para conter o avanço da doença. Segundo ele, a mandioca é uma cultura estratégica para a segurança alimentar e precisa de resposta rápida para evitar impactos mais severos na produção.
Como encaminhamento, foram definidas ações como produção de material educativo, capacitação técnica dos agricultores, atualização de cadastros de produtores e casas de farinha, além da avaliação de possíveis barreiras sanitárias. Uma nova reunião foi marcada para o dia 27 de fevereiro, em Bragança, com participação ampliada dos municípios da região bragantina.











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