A obra musical da cantora e compositora Lucinnha Bastos passou a integrar oficialmente o patrimônio cultural de natureza imaterial do Estado do Pará. O reconhecimento foi estabelecido pela Lei nº 11.307, sancionada pelo governador Helder Barbalho no último dia 6 de janeiro e publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) nº 36.489.
Nascida em Belém em 1967, Lucinnha Bastos é filha de Luciano Bastos, fundador da Banda Sayonara, e iniciou sua trajetória artística ainda na infância, aos sete anos de idade, cantando em bailes de carnaval. Ao longo de quase cinco décadas de carreira, consolidou-se como uma das vozes marcantes da música paraense, com uma produção que dialoga com a identidade cultural da Amazônia.
A cantora lançou um compacto duplo, três LPs e três CDs ao vivo, além de participar de 14 discos de outros artistas. Ao longo da carreira, dividiu gravações e palcos com nomes consagrados da música brasileira, como Fafá de Belém, Leila Pinheiro e Waldemar Henrique. Sua trajetória também inclui apresentações em eventos de projeção nacional e internacional, como o Free Jazz Festival, além de ter representado o Pará em apresentações na França, em 2005.
Com o reconhecimento como patrimônio cultural imaterial, a obra de Lucinnha Bastos passa a ser protegida como referência da identidade e da memória cultural do povo paraense. A medida permite a adoção de políticas públicas de salvaguarda, registro e valorização por parte da Fundação Cultural do Pará (FCP) e da Secretaria de Estado de Cultura (Secult).
Mesmo com a consagração institucional, Lucinnha segue em plena atividade artística. Atualmente, a cantora realiza apresentações do projeto “Canta Amazônia Acústico” e lançou recentemente o single “Passe Bem”, em 2025, reafirmando sua relevância e conexão contínua com a música produzida na região amazônica.
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