Moradores do Complexo da Penha, na Zona Norte do Rio de Janeiro, levaram dezenas de corpos para a Praça São Lucas, na madrugada desta quarta-feira, 29, um dia após a megaoperação policial que deixou dezenas de mortos e é considerada a mais letal da história do estado.
De acordo com relatos, pelo menos 55 corpos foram transportados pelos próprios moradores até uma praça, localizada na Estrada José Lucas, uma das principais vias da região. A movimentação ocorreu após intensos confrontos entre policiais e criminosos em áreas de mata da Serra da Misericórdia, onde os tiroteios se concentraram.
Governo confirma 60 mortos e quatro policiais entre as vítimas
🔗 O governo do Rio de Janeiro informou que 60 suspeitos morreram durante a operação, além de quatro policiais.
No entanto, o secretário da Polícia Militar, coronel Marcelo de Menezes Nogueira, afirmou que os corpos levados à praça não fazem parte dessa contagem oficial.
Equipes da Polícia Civil e do Ministério Público vão realizar perícia para identificar as vítimas e determinar se há relação entre essas mortes e a operação.
Famílias buscam reconhecimento das vítimas
Segundo informações apuradas pela imprensa local, o objetivo dos moradores ao reunir os corpos na praça seria facilitar o reconhecimento por familiares.
A Polícia Civil informou que o atendimento às famílias será feito no prédio do Detran, ao lado do Instituto Médico-Legal (IML), a partir das 8h desta quarta-feira.
Mais de 100 presos e suspeitos ligados ao Pará
As forças de segurança informaram que durante a operação mais de 81 pessoas foram detidas desde o início da operação.
Entre os detidos, há integrantes de uma facção criminosa com origem no Pará, que, segundo as autoridades, estavam escondidos no Rio de Janeiro e atuavam em parceria com grupos locais.
Objetivo da operação
A ação, que envolveu policiais civis, militares e agentes da Força Nacional, teve como objetivo combater facções armadas e reprimir o tráfico de drogas e armas na região.
O número de mortos supera o de outras operações de grande repercussão no estado.
Leia também:










Deixe um comentário