Trump admite ter autorizado operações da CIA na Venezuela - Estado do Pará Online

Trump admite ter autorizado operações da CIA na Venezuela

Presidente dos Estados Unidos afirmou que também estuda ataques terrestres contra cartéis de drogas venezuelanos; ações já deixaram 27 mortos no Caribe

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, admitiu nesta quinta-feira, 15, ter autorizado operações secretas da Agência Central de Inteligência (CIA) na Venezuela. Segundo ele, as ações fazem parte do combate a cartéis de drogas que, de acordo com o governo norte-americano, operam no país vizinho. Trump também afirmou que estuda ataques terrestres contra organizações criminosas venezuelanas.

As declarações ocorrem após o jornal The New York Times divulgar que as operações da CIA podem incluir ações letais e outras iniciativas de inteligência no Caribe, com possíveis alvos ligados ao governo de Nicolás Maduro.

Trump disse que autorizou as operações porque, segundo ele, a Venezuela estaria enviando drogas e criminosos aos Estados Unidos. Questionado sobre a possibilidade de a inteligência norte-americana ter poder para eliminar o presidente venezuelano, o republicano evitou responder.

“Essa seria uma pergunta ridícula para eu responder. Mas acho que a Venezuela está sentindo a pressão, e outros países também.”

Operações militares e bombardeios

O presidente também falou sobre as ações militares já em andamento nas águas do sul do Caribe, onde supostas embarcações de tráfico foram bombardeadas nas últimas semanas. Ao todo, 27 pessoas morreram nessas operações.

“Cada barco que destruímos, salvamos 25 mil vidas de americanos”, declarou Trump. “Não quero dizer exatamente, mas certamente estamos olhando para a terra agora, porque temos o mar muito bem controlado.”

Acusações e críticas internacionais

Os Estados Unidos acusam o presidente venezuelano de liderar o “Cartel de los Soles”, grupo classificado por Washington como uma organização terrorista internacional. O Departamento de Justiça chegou a oferecer recompensa de US$ 50 milhões por informações que levem à prisão de Maduro.

As ações, no entanto, vêm sendo contestadas por entidades internacionais. A Human Rights Watch classificou os bombardeios como “execuções extrajudiciais ilegais”, e o tema foi levado ao Conselho de Segurança da ONU.

O governo da Venezuela, por sua vez, nega as acusações e pediu que a comunidade internacional investigue os ataques. Segundo autoridades venezuelanas, as vítimas apontadas pelos EUA como narcotraficantes eram pescadores.

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