Xodó da Nega, Império Pedreirense, Acadêmicos da Pedreira e Bole-Bole abrem o Carnaval de Belém nesta sexta - Estado do Pará Online

Xodó da Nega, Império Pedreirense, Acadêmicos da Pedreira e Bole-Bole abrem o Carnaval de Belém nesta sexta

Desfile das escolas de samba de Belém começa a partir das 22h na Aldeia Amazônica

A abertura oficial do desfile das escola de samba do Carnaval de Belém 2026 acontece nesta sexta-feira (27), a partir das 22h, na Aldeia Amazônica David Miguel (antiga Aldeia Cabana), no bairro da Pedreira.

Quatro escolas de samba marcam a primeira noite de desfiles, apresentando enredos que valorizam histórias comunitárias, lideranças culturais e o samba como expressão de resistência nas periferias da capital paraense.

De volta ao Grupo Especial, o Xodó da Nega aposta em um desfile de forte identidade comunitária. Com o enredo “Eu vou me banhar de manjericão nas terras da Cremação”, a escola pretende transformar a avenida em um grande ritual simbólico, celebrando a história do bairro, as tradições populares, as ervas e as práticas de fé que atravessam gerações.

Para o desfile, a agremiação levará cerca de 1.100 brincantes, distribuídos em três carros alegóricos. A apresentação contará ainda com dois casais de mestre-sala e porta-bandeira, porta-estandarte, 40 baianas e uma bateria formada por 170 ritmistas, além de outros destaques preparados para marcar o retorno à elite do carnaval local.

Na sequência da noite, a Império Pedreirense presta tributo à trajetória da cantora paraense Nazaré Pereira. O enredo “Xapuri, Pará, Paris, ulalá mon chéri, Embaixada canta Nazaré Pereira” propõe um passeio pela história e pela projeção internacional da artista, reconhecida como uma das grandes intérpretes da música amazônica.

A escola promete um desfile marcado por emoção e celebração, ressaltando a importância da artista para a cultura do Pará e da Amazônia, além de destacar sua contribuição para a difusão da musicalidade regional no Brasil e no exterior.

Terceira escola da noite, a Acadêmicos da Pedreira leva para a avenida o tema “Quem disse que acabou?”, defendendo a permanência e a força do samba tradicional. A agremiação tem como presidente César Velasco, carnavalesca Claudia Palheta e intérprete Fábio Moreno. A proposta é reforçar o ritmo como patrimônio cultural vivo, capaz de atravessar gerações.

Encerrando a primeira noite, a Bole-Bole apresenta o enredo “Mãe Josina do Guamá: o solo sagrado da cultura popular”, uma homenagem à líder religiosa afro-paraense que se tornou referência de fé e atuação comunitária. A escola é presidida por Paulo Alcântara e traz Bruno Costa como intérprete oficial.

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