Vídeos registrados durante uma ação social da prefeitura em Oeiras do Pará mostram a prefeita Gilma Ribeiro (PP) se envolvendo em uma briga com outra mulher. As imagens começaram a circular nas redes sociais na sexta-feira (28) e mostram a gestora desferindo um tapa durante uma discussão.
Vídeo mostra a prefeita Gilma Ribeiro (PP) durante ação social em Oeiras do Pará discutindo e dando um tapa em uma mulher após anunciar o fim do atendimento. A Polícia Militar aparece tentando encerrar o confronto. O caso pode gerar investigação e responsabilização. pic.twitter.com/KeaTT1CmV9
— Portal Estado do Pará Online (@Estadopaonline) November 30, 2025
De acordo com relatos iniciais, a confusão começou após a prefeita anunciar o fim do atendimento e afirmar que quem ainda aguardava deveria procurar o serviço em Belém. A declaração gerou reação de parte do público e, após discussão, ocorreu a agressão registrada em vídeo.
Nas gravações, agentes da Polícia Militar aparecem tentando interromper o confronto. A mulher atingida afirma que aguardava atendimento quando a prefeita teria iniciado o embate verbal. Moradores relatam que, após o episódio, a gestora teria ordenado a prisão da participante, o que ainda não foi confirmado oficialmente.
Possíveis desdobramentos
Juristas consultados afirmam que a agressão registrada em vídeo pode ser enquadrada como lesão corporal, prevista no artigo 129 do Código Penal, mesmo quando há apenas um tapa. Além da esfera criminal, a conduta pode gerar responsabilização administrativa, já que agentes públicos estão sujeitos às normas de conduta e ao princípio da moralidade previsto na Constituição Federal.
Caso haja denúncia formal, a Câmara Municipal pode analisar eventual quebra de decoro, o que pode resultar na abertura de processo interno e, dependendo da avaliação jurídica e política, em medidas que vão de advertência à cassação do mandato.
O Ministério Público também pode instaurar procedimento investigativo de ofício com base nas imagens e na repercussão pública do caso.
Até o momento, a prefeitura não se manifestou sobre o caso.












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