Trump afirma que líder supremo do Irã morreu em bombardeio conjunto com Israel - Estado do Pará Online

Trump afirma que líder supremo do Irã morreu em bombardeio conjunto com Israel

Presidente dos EUA afirma que operação conjunta com Israel matou o aiatolá; governo iraniano ainda não confirma oficialmente

Anúncio foi feito nas redes sociais, onde Trump prometeu manter ofensiva para alcançar “paz no Oriente Médio”. (Foto: Getty Imagens)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (28) que o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, morreu durante um bombardeio realizado em ação conjunta entre forças norte-americanas e israelenses.

Segundo Trump, o aiatolá não conseguiu escapar dos sistemas de inteligência e rastreamento dos EUA. Em publicação nas redes sociais, o presidente declarou que a morte representa “justiça” para vítimas atribuídas ao regime iraniano e afirmou que novas ofensivas podem ocorrer com o objetivo de alcançar “paz no Oriente Médio”. Mais cedo, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, já havia dito que havia indícios de que Khamenei estaria morto após a destruição de um complexo ligado ao líder iraniano. Até o momento, autoridades iranianas não haviam confirmado oficialmente a morte. O cenário amplia a tensão internacional e pode provocar desdobramentos diplomáticos e militares nas próximas horas.

Declaração de Trump eleva tensão no Oriente Médio e pode provocar novos desdobramentos militares. (Foto: REUTERS)

Ali Khamenei nasceu em 1939, na cidade de Mashhad, no Irã. Segundo de oito filhos de uma família religiosa, tornou-se uma das figuras centrais da Revolução Islâmica de 1979. Desde 1989, ocupava o posto de líder supremo, a mais alta autoridade política e religiosa do país. Ao longo de quase quatro décadas no poder, Khamenei manteve postura rígida diante de opositores internos e adotou discurso firme contra os Estados Unidos e contra o Estado de Israel. Sob sua liderança, o Irã consolidou sua influência regional e enfrentou sucessivas tensões diplomáticas e sanções internacionais.

A confirmação da morte, caso oficializada por Teerã, pode marcar um dos momentos mais decisivos da política do Oriente Médio nas últimas décadas.

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