O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (31) que o país deve encerrar sua atuação no Irã “muito em breve”, sinalizando uma possível mudança no rumo do conflito no Oriente Médio.
Durante conversa com jornalistas na Casa Branca, Trump indicou que a retirada pode ocorrer dentro de duas a três semanas. “Sairemos muito em breve”, disse. “Dentro de duas ou três semanas”, acrescentou.
O presidente também afirmou que um acordo com Teerã não é condição para o fim da operação. “O Irã não precisa fazer um acordo comigo”, declarou. Segundo ele, a exigência é que o país não tenha capacidade de desenvolver armas nucleares no curto prazo. “Então iremos embora”, afirmou.
Estreito de Ormuz e impactos
A declaração ocorre em meio a tensões envolvendo o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas do transporte mundial de petróleo. De acordo com o jornal The Wall Street Journal, Trump teria sinalizado a assessores que está disposto a encerrar a operação mesmo diante de um cenário de restrições na região.
O possível bloqueio da rota marítima tem pressionado os preços do petróleo e gerado impactos em diferentes setores da economia global. Internamente, aliados avaliam que uma atuação prolongada poderia estender o conflito além do prazo considerado pelo governo norte-americano.
Governo detalha objetivo da operação
Em meio às discussões, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, divulgou um vídeo nas redes sociais da Casa Branca explicando a posição do governo.
“Muitos americanos estão perguntando: por que os Estados Unidos tiveram que atacar o Irã agora? Bem, deixe-me explicar. O Irã quer ter armas nucleares. Disso, não há dúvida”, afirmou. Rubio também declarou que o país teria rejeitado alternativas para um programa nuclear voltado à geração de energia. “Se o que eles realmente quisessem fosse energia nuclear, poderiam ter como outros países, importando combustível e construindo reatores. Não foi isso que fizeram”, disse.
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Segundo ele, instalações subterrâneas e o processo de enriquecimento levantam preocupações. “O mesmo equipamento que pode ser usado para energia também pode ser usado para rapidamente alcançar nível de armas”, afirmou.
O secretário ainda destacou que o avanço militar iraniano foi um fator decisivo. “O Irã estava tentando construir um escudo com mísseis e drones para impedir qualquer reação. Estávamos à beira de um cenário em que ninguém poderia agir”, disse.
“Essa foi nossa última melhor chance de eliminar essa ameaça”, acrescentou. “O objetivo dessa operação é destruir seus mísseis convencionais e seu programa de drones, para que não possam se esconder atrás disso.”
Guerra já dura um mês
O conflito no Oriente Médio já dura cerca de um mês e segue gerando impactos na geopolítica internacional e nos mercados globais, especialmente no setor de energia.
Nos Estados Unidos, o cenário também tem reflexos no ambiente político interno. Pesquisas recentes indicam queda na popularidade do presidente Donald Trump, com cerca de 36% de aprovação, em meio ao aumento das tensões externas.
Nesse contexto, manifestações contrárias ao governo também vêm sendo registradas em diferentes cidades do país. No último sábado (28), protestos organizados pelo movimento “No Kings” reuniram milhares de pessoas em diversas regiões, com críticas a políticas da atual administração em áreas como imigração, política externa e meio ambiente.
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