A substituição do pastor Marcelo Campelo em congregações da Assembleia de Deus localizadas na Avenida Visconde de Souza Franco (Doca), e na Rua Diogo Moia, em Belém, neste domingo (05), provocou reação de fiéis e reacendeu debates internos na denominação. A informação foi divulgada durante uma live no Instagram.
De acordo com o relato, a troca ocorreu sem aviso prévio às congregações. Ainda segundo a live, um novo pastor foi designado para assumir as igrejas, decisão que levou parte da membros a não realizar o culto no interior do templo da Doca, optando por se reunir do lado de fora como forma de protesto. Até o fechamento desta matéria, não havia manifestação oficial da direção da igreja confirmando ou detalhando o procedimento.
COP30 e uso do Centenário
Marcelo Campelo ganhou projeção nacional ao se posicionar publicamente, durante a realização da COP30 em Belém, contra o uso do Centenário Centro de Convenções para eventos culturais e atividades de outras religiões. À época, circularam informações de que o espaço teria sido alugado por cerca de R$ 2 milhões, fato que gerou reação em setores da comunidade evangélica em diferentes regiões do país.
Embora a conferência climática tenha sido encerrada meses antes, o episódio continuou repercutindo internamente na denominação, especialmente entre fiéis que consideraram a destinação do espaço incompatível com sua finalidade religiosa.
Afastamento
Segundo o áudio da live, a decisão de substituir o pastor partiu da igreja-mãe, sob a liderança do pastor Samuel Câmara. A medida passou a ser questionada por membros das congregações envolvidas, que associam a troca pastoral às críticas feitas anteriormente por Campelo sobre a condução do episódio envolvendo o Centenário durante a COP30.
Até o momento, a Assembleia de Deus não divulgou nota oficial esclarecendo a mudança nas igrejas situadas na Avenida Visconde de Souza Franco e na Rua Diogo Moia.











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