Torcedora do Avaí é indiciada por racismo após ataques a torcedores do Remo - Estado do Pará Online

Torcedora do Avaí é indiciada por racismo após ataques a torcedores do Remo

Inquérito foi concluído pela Polícia Civil de Santa Catarina; se aplicada, pena prevista é de até cinco anos de prisão

Reprodução / Redes Sociais

A investigação sobre ofensas racistas e xenofóbicas dirigidas a torcedores do Remo durante uma partida realizada em novembro do ano passado teve um desdobramento nesta quarta-feira (7). A Polícia Civil de Santa Catarina concluiu o inquérito e indiciou Ana Paula Costa, torcedora do Avaí, pelo crime de racismo no contexto de atividade esportiva.

Relembre o caso:

A partida em questão ocorreu no dia 15 de novembro de 2025, quando o Avaí venceu o Clube do Remo por 3 a 1, no estádio da Ressacada, em Florianópolis. As imagens em que a torcedora aparece dirigindo falas de cunho racista e xenofóbico à torcida paraense tiveram grande alcance nas redes sociais e viralizaram em poucas horas. Em meio à repercussão do caso, a mulher foi demitida da empresa onde trabalhava apenas três dias após o episódio.

A apuração ficou a cargo da Delegacia de Repressão ao Racismo e a Delitos de Intolerância (DRRDI), que reuniu imagens e outros elementos que comprovaram as agressões verbais contra os torcedores do clube paraense. De acordo com a polícia, a conduta se enquadra no crime de racismo, cuja pena prevista varia de dois a cinco anos de reclusão.

Apesar do avanço no caso, a investigação ainda não foi totalmente encerrada. Um segundo torcedor do Avaí, que também teria proferido ofensas durante o mesmo episódio, segue sem identificação. Com garantia de anonimato, a Polícia Civil de Santa Catarina informou que denúncias podem ser realizadas para auxiliar nas diligências.

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Com a conclusão do inquérito policial, o caso foi encaminhado ao Ministério Público de Santa Catarina. Segundo o órgão, a 40ª Promotoria de Justiça da Capital já recebeu o material e iniciou a análise para decidir sobre os próximos encaminhamentos judiciais.

Em nota, a defesa de Ana Paula Costa afirmou confiar na atuação da Polícia Civil de Santa Catarina e do Ministério Público e informou que a acusada permanece à disposição da Justiça para colaborar com a investigação. 

Confira o pronunciamento:

“A defesa técnica informa que confia plenamente no trabalho desenvolvido pela Polícia Civil de Santa Catarina, bem como na atuação do Ministério Público, instituições que desempenham suas funções com seriedade, responsabilidade e observância do devido processo legal.

Esclarece-se que o procedimento investigatório ainda está em curso e que não houve, até o presente momento, qualquer intimação, citação ou comunicação oficial à defesa acerca de eventual conclusão, seja ela qual for, por parte da autoridade policial ou do Ministério Público.

Ressalta-se que Ana Paula Costa permanece totalmente à disposição da Justiça para prestar quaisquer esclarecimentos que se façam necessários, aguardando com serenidade o regular andamento das apurações pelas autoridades competentes.

A defesa seguirá acompanhando o caso com responsabilidade, cautela e respeito às instituições, evitando conclusões precipitadas até que haja manifestação oficial nos autos.”

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