Tentativa de desencalhe da Marinha dá errado e três barcos ficam atolados em praia - Estado do Pará Online

Tentativa de desencalhe da Marinha dá errado e três barcos ficam atolados em praia

Operação ocorreu em meio à ressaca no litoral do Rio de Janeiro; não houve feridos nem registro de vazamento de óleo.

Barco atolado na areia
Reprodução

Uma operação para retirar uma embarcação da Marinha do Brasil terminou com três barcos encalhados na Praia da Macumba, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. O incidente aconteceu entre a noite de segunda-feira (9) e manhã de terça-feira (10), em meio a um período de ressaca no litoral carioca.

Imagens que circularam nas redes sociais mostram o momento em que embarcações envolvidas na manobra acabam sendo levadas para a faixa de areia. Segundo a Marinha, o cargueiro EDCG Guarapari precisou encostar deliberadamente na praia na segunda-feira por motivos operacionais.

A corporação informou que a chamada “abicagem”, quando o navio é direcionado intencionalmente para a areia, foi realizada de forma controlada. O objetivo era garantir a segurança da embarcação, que está em operação desde 1981 e é utilizada para transporte e desembarque de carga.

Problema durante o apoio

Durante a tentativa de retirada do Guarapari, o navio-patrulha Aviso de Patrulha Marlim, que dava suporte logístico à operação, apresentou falha no sistema de propulsão. Com as condições adversas do mar, a embarcação acabou sendo arrastada até a areia.

Além dela, outro barco que participava da operação de reboque também encalhou na praia.

A Marinha do Brasil informou que o Guarapari já foi retirado da faixa de areia e que equipes continuam trabalhando para remover as demais embarcações envolvidas.

Ressaca no litoral

O episódio ocorreu durante um alerta de ressaca no litoral do Rio de Janeiro. A Marinha havia emitido aviso para ondas que podem chegar a três metros de altura, com previsão de duração até as 21h de quarta-feira (11).

O Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro prestou apoio à operação com equipes do grupamento marítimo e três motos-aquáticas. A corporação destacou que nenhuma das embarcações envolvidas pertence aos bombeiros e que não houve vítimas.

O Instituto Estadual do Ambiente (Inea) também acompanhou o caso junto à Capitania dos Portos e informou que, até a noite de terça-feira, não havia registro de vazamento de óleo ou danos ambientais na região.

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