Suzane von Richthofen entra na Justiça por herança de tio avaliada em R$ 5 milhões - Estado do Pará Online

Suzane von Richthofen entra na Justiça por herança de tio avaliada em R$ 5 milhões

Disputa envolve prima e começou antes mesmo do sepultamento do médico, ocorrido nesta terça-feira (13)

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Condenada pelo assassinato dos próprios pais em 2002, Suzane Magnani, conhecida como Suzane von Richthofen, passou a integrar uma nova disputa judicial, agora relacionada à herança deixada pelo tio Miguel Abdala Netto, médico encontrado morto no último sábado (10), em circunstâncias ainda investigadas. O patrimônio é estimado em cerca de R$ 5 milhões e também é reivindicado por Silvia Magnani, prima de primeiro grau de Miguel, com quem manteve um relacionamento amoroso por 14 anos.

O embate entre as duas teve início ainda antes do funeral. No último fim de semana, Suzane e Silvia buscaram tentaram a liberação do corpo do médico junto à Polícia Civil e ao Instituto Médico Legal (IML), em São Paulo. Silvia foi quem conseguiu autorização para os trâmites funerários e realizou o enterro na terça-feira (13), em Pirassununga, no interior paulista, cidade natal do médico. O sepultamento aconteceu conforme o desejo de Miguel de ser enterrado ao lado da mãe e dos avós.

Paralelamente, Suzane ingressou com ação judicial solicitando a tutela do corpo, movimento que, na prática, poderia abrir caminho para que ela fosse indicada como inventariante dos bens. A disputa, no entanto, depende diretamente da existência ou não de um testamento deixado por Miguel Abdala Netto.

Pela legislação brasileira, caso não haja testamento, a sucessão segue a ordem dos herdeiros legais. Sem filhos, pais ou irmãos vivos, os sobrinhos passam a ocupar a posição prioritária na partilha, à frente de primos. Nesse cenário, Suzane e o irmão Andreas figurariam como herdeiros diretos. Mesmo havendo testamento, apenas metade do patrimônio pode ser destinada livremente, ficando a outra parte reservada aos herdeiros mais próximos.

A disputa em torno da herança também se estendeu ao imóvel onde Miguel residia e foi encontrado morto. Em momentos distintos, Suzane e Silvia procuraram um vizinho que detém a chave da casa, numa tentativa de acessar a residência.

Enquanto isso, a Polícia Civil mantém a investigação sobre a morte do médico, registrada oficialmente como suspeita, aguardando a conclusão de laudos periciais que devem esclarecer as circunstâncias do óbito.

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