STF agenda para 25 de fevereiro análise final sobre penduricalhos no serviço público - Estado do Pará Online

STF agenda para 25 de fevereiro análise final sobre penduricalhos no serviço público

Corte vai decidir se mantém suspensão de benefícios considerados ilegais por decisão do ministro Flávio Dino

Créditos: Gustavo Moreno / STF

O Supremo Tribunal Federal (STF) incluiu na pauta do dia 25 de fevereiro o julgamento que vai definir o futuro dos chamados penduricalhos pagos a servidores públicos nos Três Poderes. A sessão presencial irá avaliar a decisão do ministro Flávio Dino que determinou a suspensão dessas verbas quando não houver respaldo legal.

A medida foi tomada por Dino em caráter liminar e estabeleceu prazo de até 60 dias para interromper o pagamento de benefícios classificados como indenizatórios, mas que, na prática, elevam remunerações acima do teto constitucional. Agora, o entendimento será submetido ao plenário da Corte.

O teto salarial do funcionalismo público está fixado em R$ 46,3 mil, valor correspondente ao subsídio dos ministros do STF. Segundo o ministro, no entanto, diferentes órgãos vêm adotando mecanismos para driblar esse limite por meio da criação e multiplicação de vantagens adicionais.

Na decisão, Dino apontou o que classificou como uma “multiplicação anômala” dessas verbas, consideradas incompatíveis com a Constituição. Entre os exemplos citados estão benefícios eventuais concedidos no fim do ano, como auxílios apelidados de “peru” e “panetone”.

A determinação alcança os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário em todas as esferas da administração pública, incluindo União, estados e municípios. O julgamento de fevereiro deve consolidar ou derrubar a liminar e estabelecer um entendimento definitivo sobre a legalidade desses pagamentos.

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